Camiões continuam a sair de Aveiras de Cima

Lisboa /
14 Ago 2019 / 12:12 H.

Os camiões de transporte de matérias perigosas continuam a sair da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, Lisboa, apesar de o porta-voz do sindicato ter afirmado esta manhã que ninguém iria “fazer absolutamente nada”.

Entre as 9 e as 10 horas saíram cerca de 20 motoristas de matérias perigosas do CLC, sendo que a maioria foi apupada pelos colegas do piquete de greve, constatou a agência Lusa no local.

Na terça-feira, entre as 9h10 e as 11h40, saíram cerca de 50 camiões.

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, garantiu à agência Lusa, cerca das 10 horas, que hoje estão a sair “muito menos” camiões em relação a terça-feira e que “é óbvio que os serviços mínimos não vão ser cumpridos”.

Hoje, ao início da manhã, o porta-voz dos motoristas de matérias perigosas afirmou que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira.

Pedro Pardal Henriques disse depois à Lusa que esta posição foi decidida pelos membros do sindicato após o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, ter adiantado que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo e que já tinha sido feita “a devida notificação” a 11 desses funcionários.

Entretanto, às 10 horas, questionado sobre o facto de continuarem a sair veículos do CLC, o porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas afirmou: Alguns “já tinham os camiões carregados e estão a fazer a descarga, até para não correr o risco de um camião ficar aqui carregado”.

“E existem outros que não querem aderir à greve e que não querem paralisar e que continuarão a trabalhar”, acrescentou.

Relativamente à existência de contaminações em postos de abastecimento em Sesimbra, Peniche e Nazaré, avançada na terça-feira por Pardal Henriques e, entretanto, desmentida pelo Governo, o porta-voz do SNMMP disse que não foi verificar os postos e que transmitiu a informação que lhe fizeram chegar.

No que toca ao término da greve, Pardal Henriques reiterou que a mesma “terminará assim que a Antram sair do pedestal [...] e disser ‘vamos conversar, vamos ver o que é possível fazer para resolver esta greve’”.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

A greve foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objectivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

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