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Agência de notação financeira espanhola sobe classificação de Portugal

FOTO Shutterstock
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A agência de notação financeira espanhola Axesor subiu hoje a classificação não solicitada de Portugal do nível ‘BBB’ para o ‘BBB+’ com perspectiva “estável” que reflecte, segundo a empresa, “o crescimento sustentado da economia portuguesa”.

Na actualização da notação em julho último, a Axesor sublinha agora “a sólida recuperação do mercado de trabalho com taxas de desemprego em níveis mínimos e o bom desempenho da procura interna, bem como os desafios relacionados com a evolução demográfica, o envelhecimento populacional e a população em risco de exclusão”.

A empresa sublinha que esta classificação “não foi solicitada” pelo Estado português, o que indica a independência da nota atribuída.

Depois da última crise financeira muitas instituições puseram em causa a independência das empresas de notação em relação aos Estados que pagavam para que essas classificações fossem publicadas.

Para a Axesor, a actualização do ‘rating’ (avaliação) soberano da República Portuguesa reflecte o potencial de crescimento da economia do país, com taxas acima da dos seus homólogos europeus; a manutenção previsível do intenso processo de consolidação fiscal, com um dos ‘superavits’ primários mais altos da zona euro; e a recuperação do mercado de trabalho, bem como dúvidas sobre a capacidade do Governo minoritário para manter a trajectória de reformas e a consolidação fiscal.

“Esta classificação é um reflexo da evolução positiva da economia portuguesa, que lidera o ‘ranking’ europeu graças ao bom desempenho da procura interna”, considera a Axesor, acrescentando que o país está ainda em processo de “desaceleração”, ao nível de Espanha, com um crescimento em 2019 que se estima em 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), uma décima abaixo da previsão da agência para Espanha, e um progresso de 1,7% previsto para 2020, uma décima acima da previsão para a economia espanhola.

A empresa de notação refere o “reforço” do sistema financeiro, favorecido pela ajuda pública, que permitiu a sua reestruturação, mitigando riscos para o soberano, “embora se continue a enfrentar um problema de morosidade, baixa rentabilidade e reputação em risco após a sanção histórica da Autoridade da Concorrência por concordar com as condições dos créditos hipotecários”.