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Oposição diz que fez chegar mais de 800 toneladas de ajuda humanitária à Venezuela

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A equipa do opositor Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como Presidente interino da Venezuela, conseguiu fazer entrar 814 toneladas de ajuda humanitária no país nas últimas seis semanas, foi hoje anunciado.

Lester Toledo, indicado por Guaidó como coordenador internacional de ajuda humanitária do país, confirmou que a ajuda humanitária está a entrar no país e explicou que as mais de 800 toneladas incluem alimentos e medicamentos, que chegam devido a “heróis anónimos”.

O coordenador designado por Juan Guaidó esteve na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque para se reunir com responsáveis de organizações não-governamentais, referindo que a ajuda chega de países como o Brasil, Panamá ou Estados Unidos, para além de contribuições do setor privado venezuelano.

Lester Toledo explicou que após as tentativas falhadas de fazer entrar no país colunas rodoviárias com ajuda humanitária, foi seguido um novo rumo, que tem com objectivo fazer chegar a ajuda “por caminhos diferentes, pelo ar, mar ou terra”, salientando a colaboração de pessoas que trabalham na alfândega e nas fronteiras.

“Conseguimos acumular, enviar e entregar 800 toneladas de ajuda e espero que sejam milhares de toneladas de ajuda nas próximas semanas”, frisou, lembrando que ainda não chega para colmatar as necessidades.

Na madrugada do passado dia 30 de abril, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou uma ação de força contra o regime do Presidente Nicolás Maduro, que intitulou como “Operação Liberdade”, anunciando na altura contar com o apoio de militares e apelando à adesão popular para novos grandes protestos.

No entanto, as chefias militares venezuelanas viriam a confirmar a lealdade a Maduro, mantendo-se a situação do país num impasse.

A crise venezuelana foi espoletada a 23 de janeiro deste ano, quando o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente interino da Venezuela e foi quase de imediato reconhecido por mais de 50 países.

Guaidó indicou que o objectivo era conduzir o país à realização de “eleições livres e transparentes”.

À crise política na Venezuela soma-se a uma grave crise económica e social que já levou mais de três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.