Líder do PSOE e primeiro-ministro espanhol em funções já votou

10 Nov 2019 / 10:19 H.

O primeiro-ministro espanhol em funções, Pedro Sánchez, foi um dos primeiros líderes partidários a votar nas legislativas que hoje decorrem, as quartas que Espanha promove em quatro anos, aproveitando para lembrar que o exercício do voto reforça a democracia.

As eleições foram convocadas em setembro pelo Rei de Espanha, depois de constatar que o primeiro-ministro socialista em funções, Pedro Sánchez, não conseguiu reunir os apoios parlamentares suficientes para voltar a ser investido no lugar.

Pedro Sánchez votou cerca das 09h30 locais (menos uma hora em Lisboa) em Pozuelo de Alarcon, perto de Madrid.

“Considero muito importante que reforcemos a nossa democracia com o nosso voto e que encorajemos todos os cidadãos a votar para que amanhã possamos ter estabilidade para formar um Governo e fazer com que Espanha possa avançar”, referiu o líder do PSOE aos jornalistas.

O PSOE, partido liderado por Pedro Sánchez, deverá ser o mais votado nestas eleições, mas as sondagens que foram sendo publicadas nestes últimos dias indicam que terá ainda mais dificuldade em conseguir os apoios necessários para formar um Governo estável.

Seis meses depois da última consulta, as sondagens indicam que o voto está cada vez mais fragmentado, com o PSOE a perder força, a extrema-direita do Vox a subir e um equilíbrio entre os blocos de partidos de esquerda e de direita.

O fiel da balança vai continuar a estar numa série de pequenos partidos de âmbito regional, entre eles os nacionalistas bascos e os independentistas catalães responsáveis pela queda do anterior executivo socialista e de quem ninguém quer ficar a depender.

Cerca de 37 milhões de espanhóis podem exercer o seu direito de voto das 09 horas (08 horas em Lisboa) até às 20 horas (19 horas) para escolher 350 deputados e 208 senadores das Cortes Gerais.

Assim que as urnas encerrarem, as televisões irão revelar sondagens feitas à boca das urnas durante o dia e a partir das 21 horas (20 horas) começarão a sair os resultados das quase 60 mil mesas e mais de 210 mil urnas instaladas em 50 províncias e nas cidades de Ceuta e Melila, no norte de África.

Uma parte importante da atenção mediática vai estar na Catalunha, uma comunidade autónoma com uma forte presença de movimentos independentistas que aumentaram os protestos, por vezes de forma violenta, desde que há quase um mês foi conhecida a sentença de uma série de líderes envolvidos na tentativa de independência de 2017.

Nas últimas eleições, em 28 de abril último, o PSOE teve 28,7% dos votos, seguido pelo PP 16,7%, o Cidadãos 15,9%, o Unidas Podemos 14,3% e o Vox 10,3%.

Segundo várias sondagens publicadas, o PSOE voltará a ganhar as eleições, mas com uma queda ligeira (para cerca de 27%), seguido pelo PP (direita) que sobe para cerca de 20% e o Vox, também a crescer, para cerca de 15%.

A forte subida dos dois partidos de direita é feita à custa do Cidadãos (direita liberal), que baixaria para 8-9%, enquanto à esquerda o Unidas Podemos (extrema-esquerda) deve descer ligeiramente.

A todos estes partidos junta-se agora o Mais País, uma formação criada por um ex-fundador do Podemos, que apesar das sondagens indicarem uma votação reduzida, 2-3%, irá roubar alguns votos aos restantes dois principais partidos da esquerda.

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