Grupo de Contacto Internacional realiza hoje segunda reunião em Quito pela Venezuela
O Grupo de Contacto Internacional reúne-se hoje na capital equatoriana, juntando delegações da Europa e América Latina, na segunda edição do encontro que visa definir um processo político pacífico para a Venezuela.
Portugal está representado na reunião pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
A reunião de hoje visa dar seguimento ao primeiro encontro do grupo internacional que decorreu em fevereiro passado em Montevideu, Uruguai.
No encontro da capital equatoriana participam delegações de países latino-americanos e europeus, algumas com representação de alto nível, sendo copresidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Equador, José Valencia, e pela alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini.
Entre os países da UE que confirmaram presença figuram, além de Portugal, a Alemanha, Espanha, França, Itália, Holanda, Reino Unido e Suécia.
Do lado da América Latina, Equador, Bolívia, Costa Rica, Chile, Uruguai e São Cristóvão e Nevis confirmaram a sua participação, estando também representada a Comunidade do Caribe (Caricom).
O grupo de contacto tem como meta definir um plano, em 90 dias, para um futuro processo político pacífico na Venezuela.
A reunião na capital equatoriana realiza-se no mesmo dia em que o Parlamento Europeu vota uma resolução sobre a situação de emergência na Venezuela.
A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o opositor e presidente da Assembleia Nacional (parlamento), Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.
Cerca de 50 países, incluindo a maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela encarregado de organizar eleições livres e transparentes naquele país.
Na Venezuela, a confrontação entre as duas fações tem tido repercussões políticas, económicas e humanitárias.
No território venezuelano residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.
Os mais recentes dados das Nações Unidas estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo situa-se nos 3,4 milhões.
Só no ano passado, em média, cerca de 5.000 pessoas terão deixado diariamente a Venezuela para procurar proteção ou melhores condições de vida.