Europeus repatriados de Wuhan já aterraram na França e Reino Unido
Um avião fretado pelo Reino Unido, em colaboração com as autoridades espanholas, para repatriar europeus da cidade chinesa de Wuhan, epicentro do novo coronavírus, aterrou hoje em Inglaterra, disseram as autoridades britânicas.
O avião, que transportou 83 cidadãos do Reino Unido e 27 de outras nacionalidades europeias, aterrou hoje em Brize Norton, a 120 quilómetros de Londres, numa altura em que foram confirmados dois casos de contaminação do coronavírus naquele país.
Entretanto, um avião com cidadãos espanhóis e de outros dois países, repatriados de Wuhan, aterrará numa base militar perto de Madrid, pelas 18 horas locais (17 horas em Lisboa).
Segundo as autoridades espanholas, o avião transporta 30 pessoas: 25 espanhóis serão enviados para o Hospital Militar Gómez Ulla e quatro dinamarqueses e um norueguês partirão da mesma base para os seus países de origem.
Um outro avião, com cerca de 200 franceses que se encontravam em Wuhan, aterrou perto das 12h30 locais (11h30 em Lisboa) numa base militar a 60 quilómetros de Marselha (sudeste de França).
Nenhum dos franceses que chegou hoje ao seu país apresenta sintomas da doença, mas devem agora ser transportados para um centro de férias na região, onde ficarão em quarentena duas semanas. Durante o período de isolamento, os repatriados serão alvo de vigilância médica para confirmar que não foram contaminados pelo vírus.
A Alemanha, por seu turno, vai enviar hoje um avião militar para aquela cidade chinesa para repatriar “mais de 100” dos seus cidadãos, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Heiko Maas.
Heiko Maas disse que nenhum apresenta sinais da doença, mas que serão “colocados em quarentena durante duas semanas numa base militar para garantir que nenhum foi infectado”.
Vários países como o Japão, os Estados Unidos e Portugal estão a retirar os seus cidadãos de Wuhan na sequência do surto do vírus.
A China elevou para 213 mortos e quase 10 mil infectados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detectado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.
Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adopção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.
Vários países já começaram o repatriamento dos seus cidadãos de Wuhan, uma cidade com 11 milhões de habitantes que foi colocada sob quarentena, na semana passada, com saídas e entradas interditadas pelas autoridades durante um período indefinido, e diversas companhias suspenderam as ligações aéreas com a China.
A Comissão Europeia activou na terça-feira o Mecanismo Europeu de Protecção Civil, a pedido da França.