Degelo e maior absorção da radiação solar vão acelerar o aquecimento global e os seus custos

Madrid /
14 Ago 2019 / 18:03 H.

O carbono emitido para a atmosfera devido à perda de solo permanentemente congelado (’permafrost’) no Ártico e o aumento da absorção de radiação solar pela Terra vão acelerar o aquecimento global e aumentar os custos associados à crise climática.

Esta é a principal conclusão de um estudo liderado por cientistas do Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC) espanhol e publicada pela revista Nature Communications.

De acordo com o trabalho, uma combinação desses factores aumentará os custos económicos de longo prazo das alterações climáticas em cerca de 70 mil milhões de dólares (63 mil milhões de euros), informa o CSIC, num comunicado divulgado hoje.

Os investigadores estudaram simulações de modelos físicos complexos para quantificar, por um lado, o carbono que retorna à atmosfera como resultado do derretimento do ‘permafrost’ e, por outro, a energia solar extra que é absorvida pela superfície da Terra, reduzindo o gelo do mar e a cobertura de neve.

Todos os cenários analisados pelos cientistas levam a um aumento do custo total da emergência climática, uma despesa decorrente dos esforços que serão realizados para reduzir as emissões e adaptar às novas situações climáticas, entre outros factores.

Os impactos derivados do aumento das temperaturas reflectir-se-ão na economia, nos ecossistemas e na saúde humana, bem como na subida do nível do mar, segundo os autores do estudo.

Os cientistas esperam que sua pesquisa sirva para entender melhor quais são os riscos socioeconómicos que a crise climática implica em termos de diferentes cenários e ajudar os agentes políticos a tomar decisões apropriadas, conclui o comunicado.

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