SATA vê potencial para colocar mais aviões e voos que liguem Boston, Açores e Madeira

Director comercial da companhia aérea açoriana salientou que mais do que querer novas rotas, é preciso ter passageiros que queiram o produto

08 Nov 2019 / 11:20 H.

Com 30 anos de profissão na SATA, Ricardo Madruga da Costa, director comercial da companhia açoriana, destacou o facto de mais do que querer novas rotas, é preciso ter passageiros que queiram o produto.

Lembrando que cada um olha para o mercado de acordo com o seu interesse, por isso brincando em vez de querer captar rotas, o importante é captar passageiros, salientando que é impossível chegar a um destino sem definir um caminho.

Preocupado com o excesso de preocupação dos agentes económicos em querer captar mais rotas, mas não é esse o caminho. É preciso captar passageiros, interessados no produto e no caso que é um trabalho cooperativo de todos os que querem tirar proveito desse negócio. Para tal, disse Ricardo Madruga da Costa, é preciso tempo para trabalhar os destinos e, por outro, os mercados emissores. No seu entender, o tempo tem sido das coisas mais mal tratadas, porque é preciso também ajustar ao mercado.

É o caso da Alemanha, com um voo para Frankfurt, quase 80% dos passageiros vai dessa cidade aos Açores directamente sem pensar noutros mercados, uma rota lançada em 2014 unicamente para captar os turistas alemães. Noutro caso, a rota da Toronto, no Canadá, criada há mais de 30 anos e visando o mercado da emigração e mantém-se estável desde o início.

A companhia está quase a vender mais vendas no on-line em detrimento das vendas a retalho, nas agências. Já no caso dos EUA, a venda on-line já é superior à tradicional e a maioria dos passageiros não tem ligação familiar ou étnico aos Açores, clientes provenientes de 76% dos estados americanos em 2014 para 92% em 2018, para reservas de voos desde Boston.

Cerca de 20% dos passageiros fazem a ligação entre Ponta Delgada e a Madeira com a SATA já são provenientes da rota de Boston, o que revela um mercado que importa explorar, daí que Ricardo Madruga da Costa avance que a companhia vê uma oportunidade para aumentar a oferta da rota com melhores aviões e mais voos.

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