Sara Cerdas defende uma Europa “preparada para novo surto de pneumonia”

21 Jan 2020 / 14:38 H.

Após o mais recente surto de pneumonia na China, onde foi detectado pelas autoridades um novo tipo de coronavírus, a eurodeputada madeirense Sara Cerdas questionou hoje a Comissão Europeia sobre as medidas que pretende implementar para a rápida detecção e actuação na prevenção, propagação e controlo deste vírus nos diferentes Estados-Membros.

Na qualidade de presidente do grupo de trabalho em Saúde do Parlamento Europeu, Sara Cerdas alerta que “apesar do vírus ter sido inicialmente identificado na China, o risco de disseminação poderá ser elevado”. Por esta razão, considera “necessário que a Comissão Europeia aposte na prevenção e garanta que não existe a propagação do vírus através da importação de mercadorias, exigindo um controlo eficiente das diferentes matérias importadas”. Por outro lado, refere a eurodeputada, as ligações aéreas entre a China e o território europeu podem surtir um risco aumentado de disseminação deste vírus. “Tendo em conta os alertas e o número de casos identificados pelas autoridades, este vírus poderá ser uma ameaça para a Europa”, advertindo para uma “especial atenção e prevenção imediata por parte da Comissão Europeia”.

Recorde-se que o aeroporto de Wuhan, na China, local onde o coronavírus foi primeiramente identificado, dispõe de ligações aéreas directas com França, Reino Unido e Itália. No próximo dia 25 de Janeiro ocorrerão as celebrações do Ano Novo Chinês, o que envolve um tráfego populacional superior de e para a região, com risco aumentado de disseminação desta e outras doenças transmissíveis.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 31 de Dezembro de 2019, um grupo de pneumonia de etiologia desconhecida foi relatado na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China. A 7 de Janeiro, as autoridades chinesas identificaram um novo tipo de coronavírus, diferente de qualquer outro coronavírus humano conhecido até agora, como causador desta pneumonia viral. A Comissão Nacional de Saúde do país revelou que até ao dia 19 de Janeiro, foram identificados 198 casos, dos quais 3 vítimas mortais.

As autoridades de saúde chinesas já confirmaram que, ainda em menor escala, alguns dos casos foram transmitidos através do contacto próximo pessoa-a-pessoa, um desenvolvimento que significa que a doença pode espalhar-se de forma rápida e em maior escala. A Tailândia, Japão e Coreia do Sul relataram ter identificado casos de coronavírus no seu país, confirmando esta hipótese de disseminação, ainda que a maior parte dos casos corresponde a pessoas que estiveram recentemente na cidade de Wuhan, na China.