Rubina Berardo quer que a República assegure a defesa das RUP e do CINM na Europa

30 Mai 2019 / 20:22 H.

A deputada Rubina Berardo defendeu, hoje, numa intervenção realizada na Assembleia da República, que a perspectiva negocial do governo português sobre os perfis das pessoas que irão liderar os destinos da União, nas suas diversas instituições, nomeadamente do Presidente da Comissão Europeia, deve reger-se pela importância concedida a um conjunto de situações, entre elas, a defesa de uma política de pescas comum dinâmica para o sector marítimo.

A social-democrata afirmou que esta visão não se pode cingir “à prosperidade do centro europeu, mas que olhe pelas regiões mais distantes, no continente, e em particular das Regiões Ultraperiféricas, essenciais para a dimensão global e marítima da União europeia, que lhes dê mecanismos para garantir o seu desenvolvimento, como através de derrogações e regimes como o Centro Internacional de Negócios da Madeira”.

“Ao nível da Política Externa da União, a deputada considera que os futuros líderes não podem vacilar «na defesa da democracia a nível internacional» e que persistem em atitudes de coragem e de defesa das liberdades como foi disso exemplo o Parlamento Europeu, aquando do célere reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela”, refere nota do PSD.

De acordo com Rubina Berardo, devem também ter uma contribuição proactiva na resposta europeia à urgência climática que assola o nosso planeta e saber defender os interesses dos cidadãos na conclusão do processo do Brexit.

“É esse que deve ser o interesse primordial do governo português – não as contabilidades partidárias, nem sensibilidades das famílias partidárias europeias, nem mesmo exportar ou não o “modelo” da geringonça”, disse, salientando que, “se insistir nessas metas puramente partidárias, então o governo socialista estará somente a dar razão aos 69,27% de abstencionistas portugueses, nestas últimas eleições europeias em Portugal.