Região formou 42 novos enfermeiros e 14 técnicos de gerontologia

19 Jul 2019 / 19:08 H.

A Região formou, no último ano lectivo, mais 42 enfermeiros e 14 técnicos superiores de gerontologia e cuidados de longa duração que, esta sexta-feira, receberam os respectivos diplomas pela mão do presidente do Governo Regional, na Escola Superior de Enfermagem São José Cluny. Miguel Albuquerque lembrou que será aberto um concurso público para 58 enfermeiros “até ao fim desta legislatura”, pelo que os novos licenciados “podem concorrer”, se assim o desejarem.

Estavam cerca de 200 pessoas - entre entidades oficiais, familiares, amigos dos estudantes e membros da comunidade educativa da São José Cluny - Escola Superior para assistir à cerimónia de entrega de diplomas aos recém profissionais – licenciados e técnicos superiores.

Primeiro, subiram ao palco Sara Barcelos e Daniela Sousa, representantes dos finalistas de gerontologia e de enfermagem, respectivamente.

Sara Barcelos lembrou que a formação em Gerontologia e Cuidados de Longa Duração foi o primeiro curso superior técnico a ser ministrado na Escola Superior de Enfermagem São José Cluny, integrado “na nova modalidade de estudos do ciclo superior”. A estudante finalista sublinhou que os vários planos de saúde, tanto o nacional como o regional, “destacam o cuidado de saúde para os mais velhos”. Uma das razões para estes alunos terem apostado no curso: “Dois anos de formação, teórico-prática”, a pensar “no bem-estar global da nossa população sénior”, seja no domicílio ou em residências.

“De hoje em diante seremos profissionais qualificados (...) com perspetivas de carreira”, afirmou ainda.

Com um discurso emotivo e espirituoso, a finalista de enfermagem Daniela Sousa falou em nome dos alunos daquele curso, começando por lembrar “o dia tão importante, o início de uma nova etapa”. Um dia que, para os finalistas da licenciatura de enfermagem “serve para agradecer a capacidade de superação”.

Seguiu-se a docente da Escola Superior, Merícia Bettencourt que, entre várias ideias, também destacou: “Este deve ser o curso que tem a maior taxa de [estudantes] Erasmus a nível nacional”. Isto, sem falar nos estágios que os alunos escolheram fazer fora da ilha, sobretudo em Inglaterra ou em instituições no continente, como a CUF, Hospital da Luz ou IPO: “A maior parte [dos alunos] saiu da Região”. E se quiserem voltar a sair, sublinhou a docente, mesmo que sigam para a Bélgica ou para a Áustria, “é mesmo aqui ao lado”.

Uma ideia que o presidente do Governo Regional aprofundou mesmo antes de entregar os diplomas aos estudantes, lembrando a importância de ter desbravado a Europa durante a juventude: “O Interrail é dos melhores programas que a União Europeia tem”. Isto porque, justificou Miguel Albuquerque, funciona como uma união entre as sociedades, culturas e países. Ou seja, a razão de ser da própria UE.

O chefe do Governo Regional defende “que o que leva à repressão das sociedades é o medo”, daí que a abertura ao mundo, sobretudo estando numa ilha, é primordial.

E, claro, não esqueceu de mencionar a importância das carreiras dos novos profissionais, lembrando que a de gerontologia terá cada vez mais peso na sociedade, já que, com a evolução técnica, a esperança média de vida não para de aumentar.

Antes, o Bispo da Diocese do Funchal, D. Nuno Brás, celebrou uma missa na Escola Superior de Enfermagem São José Cluny. Na cerimónia, também esteve o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, entre outras entidades.

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