PSD acusa Emanuel Câmara de ter “sede de protagonismo”

16 Jan 2020 / 17:02 H.

O vereador eleito pelo PSD à Câmara Municipal do Porto Moniz, Dinarte Lima, manifesta a sua estranheza pelo teor do projecto aprovado na reunião de Câmara do passado dia 15 de Janeiro, denominado ‘Integra +’, visto que os seus objectivos “já se encontram assegurados por outras instituições do concelho”. Uma iniciativa que no seu entender, é “mais uma acção decorrente da sede de protagonismo político partidário do senhor Presidente da Câmara e Presidente do PS/M”.

Dinarte Lima esclarece que a promoção das competências da língua portuguesa, falada e escrita, aos regressados do estrangeiro que não dominam o português, “já é assegurada pela Casa do Povo do Porto Moniz, nas freguesias da Ribeira da Janela, Porto Moniz e Seixal, desde Setembro de 2019, envolvendo 26 cidadãos lusodescendentes”. Precisamente por isso, sublinha que esta medida mereceu a abstenção do PSD, pelo facto de a autarquia estar a “promover uma oferta concorrente, quando o que deveria fazer era apoiar a Casa do Povo no prosseguimento deste projecto”.

“O facto do senhor Presidente da Câmara alegar desconhecer que a Casa do Povo do Porto Moniz já promovia aulas de português aos vindos do estrangeiro, só pode ser visto segundo dois primas: ou não conhece a realidade do município a que preside, o que é deveras preocupante dada a dimensão do concelho ou, então, falta à verdade e apenas procura centrar a sua atenção numa faixa da população regressada da Venezuela, profundamente desagrada com o socialismo, tal como o demonstrou nas últimas eleições regionais”, reforça o vereador.

Quanto às salas de estudo destinadas à população escolar, Dinarte Lima manifesta-se ainda mais incrédulo, dado que a Secretaria Regional de Educação, através da Escola Básica e Secundária Com Pré-Escolar e Creche do Porto Moniz, oferece aos alunos do município um leque variado de reforços educativos, desde salas de estudo, apoios pedagógicos acrescidos às disciplinas em que os alunos denotam mais dificuldades, assim como um apoio específico à língua portuguesa, destinado aos discentes que não têm o português como língua materna, questionando se Emanuel Câmara “também desconhece estes factos”.