PS retirou confiança à vereadora Sofia Santos no Porto Santo e fala em pagamento de favores ao PSD

27 Jan 2020 / 18:31 H.

Tem um efeito mais simbólico do que prático. O PS do Porto Santo decidiu retirar a confiança política à vereadora Sofia Santos. No entanto, é uma decisão com poucos ou nenhuns efeitos práticos, uma vez que a mesma já havia decidido passara a independente e, nessa qualidade, integrar o executivo de Idalino Vasconcelos.

Através de comunicado, acabado de divulgar, os socialistas dizem que “a comissão política concelhia do Partido Socialista – Porto Santo decidiu, por unanimidade, retirar a confiança política à vereadora Sofia Santos. Na base desta posição está o facto de a vereadora, eleita pelas listas do PS nas eleições autárquicas de 2017, ter aceitado integrar a equipa do PSD na Autarquia, passando a ocupar o lugar de vereadora a tempo inteiro, viabilizando desta forma uma maioria daquele partido, que não tinha sido alcançada no referido ato eleitoral”.

Continua o comunicado afirmando que “a concelhia do PS-Porto Santo lamenta que a vida política na Região continue a ser dominada pelo pagamento de favores através da atribuição de cargos e de nomeações e repudia a atitude da vereadora Sofia Santos, que, na prática, se vendeu em troca de um lugar no executivo camarário. A situação reveste-se de uma gravidade maior pelo facto de, com esta decisão, a vereadora em causa ter quebrado os compromissos que assumiu, não apenas com o Partido Socialista, mas, principalmente, com os porto-santenses que a elegeram, situação que, infelizmente, contribui para fragilizar a credibilidade das instituições democráticas.”

“O Partido Socialista pauta a sua ação pela defesa da integridade e dos princípios que conduzam à construção de soluções credíveis para as populações, pelo que consideramos inadmissível a decisão da vereadora Sofia Santos, eleita como independente, mas que, desde janeiro de 2018, é militante do partido. A sua atitude mostra uma conivência inaceitável com a forma de actuar do PSD, mais empenhado em pagar favores com a atribuição de cargos do que em governar de uma forma eficaz e de modo a resolver os problemas das pessoas.”

O PS acusa a vereadora de demonstrar uma “chocante ausência de princípios éticos” e revelar “que nada mudou em 43 anos de poder do PSD na Região”.

“Apesar das manobras, inqualificáveis, do PSD, não nos desviaremos do nosso trabalho: construir soluções para os problemas que, 43 anos depois, o Governo Regional do PSD e, agora, também a sua Câmara Municipal, se revelam continuamente incapazes de resolver, antes aprofundando o isolamento geográfico, económico e social a que o Porto Santo continua votado.”