Pedro Ramos admite necessidade de mexer na orgânica do IASAÚDE e muda Direcção Clínica do SESARAM

Governo vai alterar uma lei para permitir que Rita Andrade ocupe um cargo específico

13 Out 2019 / 16:15 H.

O secretário da Saúde, que vai ser reconduzido no cargo, confirmou, há pouco em Machico, onde participou 4.ª Feira do Mar e dos Pescadores, no Caniçal. Ao ser questionado se ia alterar os estatutos/orgânica do IASAÚDE, para resolver o problema criado com o anúncio de que Rita Andrade vai dirigir o instituto, respondeu que estão a ser avaliadas as situações, admitindo que, por vezes, é preciso “alterar a organização e o modelo organizacional das entidades existentes”, assumindo, igualmente, que “provavelmente não só ao nível do SESARAM mas também do IASAÚDE, poderá haver mudanças para que a nova composição possa funcionar como deve ser”.

Sobre a possível mudança da Direcção Clínica do SESARAM, o secretário da Saúde respondeu já ter falado com todos os profissionais lembrando que “as equipas sofrem sempre alterações”, mas reforçando que “os objectivos e a estratégia são as mesmas”. Concluiu que “há sempre alterações nas novas composições”.

Como o DIÁRIO noticiou ontem, Miguel Albuquerque anunciou que a socióloga e ainda secretária dos Assuntos Sociais, Rita Andrade, vai assumir o IASAÚDE. O problema é que aquele instituto, enquanto autoridade de saúde, função assumida pelo respectivo presidente, tem de ser liderado por um médico. Perante o anúncio, à revelia de Pedro Ramos, ou Miguel Albuquerque voltava atrás ou os responsáveis pela Secretaria encontravam uma solução legal, nomeadamente através de uma alteração à orgânica do IASAÙDE e/ou da Secretaria.

Na prática, o novo Governo regional deverá criar/alterar uma lei para possibilitar a ocupação de um cargo por uma pessoa específica.