Olavo Câmara defende aposta na agricultura como contributo para o turismo e economia

Lisboa /
21 Jan 2020 / 14:59 H.

A Agricultura esteve em debate, esta manhã, na Assembleia da República, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado, tendo o deputado socialista Olavo Câmara destacado a importância do sector, como forma de afirmação do turismo e da economia.

Na sua intervenção, aquando da audição da ministra da tutela, o parlamentar madeirense afirmou que a Região Autónoma da Madeira constitui uma referência turística de Portugal, com uma gastronomia típica bem conhecida, mas não tem uma agricultura capaz de responder à procura do mercado. Isto, porque “o último meio século foi de abandono e perda do peso da agricultura na economia madeirense”, frisou, referindo que se perdeu “agricultores para a construção, para os serviços, para o turismo e para a emigração e não se apostou na qualificação e formação dos jovens nesta área”, levando à perda de tradições, culturas, produtos e afirmação da agricultura madeirense.

Na óptica do deputado socialista, as novas exigências e preocupações do sector turístico, como a gastronomia, os produtos regionais, a produção biológica e as preocupações ambientais permitem apostar e recuperar a nossa agricultura.

“São estes os grandes desafios aos quais é preciso responder: uma agricultura que permita a afirmação do turismo nas regiões, que responda às novas exigências ambientais, que satisfaça o mercado interno e que atraia jovens e uma nova geração de agricultores”, sustentou Olavo Câmara, questionando a ministra sobre que políticas e linhas orientadoras tem o Ministério para esta área.

No entender do parlamentar, a resposta a estes desafios passa por “uma nova geração de jovens agricultores mais suscetíveis às mudanças, mais disponíveis para responder à procura e exigência dos mercados, mais inovadores e adeptos de novas tecnologias e que coloquem as questões ambientais no centro da sua acção, com uma baixa pegada ecológica, desperdício zero, preferência pelo biológico e com a luta contra as alterações climáticas”.