“O tempo do único importante já passou”

Paulo Cafôfo, candidato a presidente do Governo Regional socialista, lembrou que o futuro passa definitivamente pelo mar

12 Jan 2019 / 10:54 H.

Na sua primeira intervenção na Convenção dos Estados Gerais, o candidato do Partido Socialista da Madeira a Presidente do Governo Regional disse que ia falar do futuro, olhando ao horizonte, num projecto de união de esperança e de acreditar que é tempo de mudar. Numa terra que assinala os 600 anos de descoberta das ilhas, Paulo Cafôfo diz que é a vontade de protagonizar uma mudança histórica na Madeira que leva muitos a participarem neste projecto.

“Estamos a juntar pessoas para mudar o estado de coisas”, disse, garantindo que está a ouvir as pessoas, para que dêem o seu contributo para que o futuro da Madeira seja definido para a próxima década, para que a região possa crescer economicamente com coesão territorial e poder fixar pessoas. Cafôfo considera que “o tempo dos messias, o tempo dos heróis e o tempo do único importante já passou”, frisando que o “Governo tem de estar ao serviço das pessoas e não de um partido ou de alguns interesses”.

A “fórmula do betão”, modelo que “está ultrapassado”, o “clientelismo acabou”, garantindo que o tempo de mudança e de ser diferente é consubstanciado nestes Estados Gerais, onde se debatem ideias para que haja contributos para o futuro da Madeira. “Não somos imediatistas, vamos apresentar projectos de forma sustentada, não esperem de mim outra postura, esperem trabalho”, atirou.

AS actividades ligadas ao mar podem gerar riqueza, atrair empresas e criar emprego qualificado”, projecto que tem de ser pensado e com estratégia para que a economia da Madeira seja diversificada, lançando a ideia de “Madeira Crescer Azul 2030” num projecto que, garantiu, visa mudar o rumo da economia na próxima década, num “reforço da economia autonómica e, por consequência, de autonomia política”, recusando “uma autonomia como arma de arremesso contra Lisboa”, mas que deve ser usada para que a insularidade seja uma oportunidade e não um entrave, instando à ministra do Mar que a continuidade territorial por mar, a ligação marítima de passageiros, deve ser resolvida.

Elogiou Ana Paula Vitorino por ser a representante do Governo português que nestas décadas todas mais passos deu para que “a continuidade territorial deixasse de ser um teste”, lembrando que nas Grandes Opções do Plano para 2019, consta esta aposta na ligação marítima ao continente. “Precisamos que o que está para o transporte aéreo seja feito para o transporte marítimo, precisamos que este ferry seja equacionado para Portimão, mas também para outros portos, como Lisboa, criando condições para que um navio como o que tem sido utilizado nesta rota possa usar uma rampa roll-on rol-off em Lisboa, onde não há, garantindo ainda o subsídio ao passageiro por mar.

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