NÓS, Cidadãos! questiona Pedro Ramos sobre ‘sustentabilidade’ do serviço público regional de saúde
Para o Partido NÓS, Cidadãos! não é inesperada a saída de médicos (mas, também de enfermeiros) do sector público da Saúde na Região para o novo Hospital Particular da Madeira.
“Curioso, é que também no sector da Saúde, os decisores públicos dos últimos anos não enveredaram pelo mesmo caminho (e decisão) de Alberto João Jardim, que disse publicamente que “não queria os chineses a fazer negócios na Região Autónoma”, tal como não quis outras cadeias de grupos económicos ligados ao comércio em grandes superfícies, no arquipélago”, diz através de um comunicado de imprensa.
Refere que o ‘negócio’ da saúde “é decididamente um caso à parte” e que o “projecto do novo Hospital demora e alongar-se-á no tempo e ‘terreno’ durante anos, e, tendo em conta os constrangimentos atuais do Serviço Regional de Saúde, em particular do Hospital Dr. Nélio Mendonça, com carências várias, algumas resultantes do seu subfinanciamento e outras da dificuldade em atrair recursos humanos em determinadas especialidades, é evidente que os cuidados de saúde públicos prestados aos madeirenses e portossanteneses irão deteriorar-se, ou seja, piorar”.
Tendo isto em conta, o NÓS, Cidadãos! desafia o Governo Regional da Madeira a esclarecer os seguintes aspectos.
“Tendo em conta que os recursos humanos disponíveis no Serviço Regional de Saúde não se têm revelado suficientes para as múltiplas necessidades, o que está já – e vai ser – perspectivado para colmatar estas carências (privações), em particular para determinadas especialidades médicas como é o caso da Psiquiatria, Anestesiologia, Ortopedia, Neonatologia e Pediatria, que têm revelado menos profissionais disponíveis a integrar o serviço hospitalar?”, interroga.
Interroga ainda que “com a escassez cada vez maior ao nível dos recursos humanos, quais as perspectivas de se conseguirem diminuir substancialmente a listas de espera para consultas e cirurgias”.
“Com a construção do novo Hospital, que traduzirá um enorme investimento financeiro para a Região e o país, e que esperamos – todos NÓS, Cidadãos! – resulte na melhoria dos cuidados de saúde públicos prestados à população madeirense e portossantense, que ‘distintos’ e singulares incentivos irá no Serviço Regional de Saúde accionar, de forma a atrair (e cativar) mais e novos médicos, enfermeiros e outros profissionais de Saúde, para trabalharem na Região Autónoma da Madeira? Em suma, que serviços/valências médicas, a médio prazo, o SESARAM EPE estará em condições ainda de garantir aos cidadãos madeirenses e portossantenses?”, concluiu.