Francisco Rodrigues dos Santos apresenta na Madeira “projecto de futuro” para o CDS

21 Jan 2020 / 18:03 H.

Francisco Rodrigues dos Santos, candidato à presidência do CDS, já está na Madeira para reunir-se com os militantes do partido e apresentar as suas ideias e intenções para o futuro do partido, integradas na Moção de Estratégia Global ‘VOLTAR A ACREDITAR’.

No encontro realizado no Funchal, o candidato apresentou um projecto de futuro para o partido, que visa renovar o CDS, de forma a abrir espaço a uma nova vaga de protagonistas de todas as idades, conciliando a novidade e a experiência.

Considera que é fundamental, para o CDS, “operar uma chicotada psicológica, produzir uma novidade para devolver a esperança aos portugueses e fazer os eleitores voltarem a acreditar no CDS”, diz que não é possível “operar por uma transição normal de poder”, sendo necessário “produzir um efeito novidade, para sermos uma brisa fresca, capaz de ser a primavera que a direita tem que atravessar para renascer e se reinventar”.

Por outro lado, Francisco Rodrigues dos Santos propõe uma restruturação no CDS, adoptando novas metodologias no campo da transição digital, na comunicação interna e externa e se capacitando de todos os instrumentos de forma a ter uma gestão financeira equilibrada.

Por ultimo, defende uma “estratégia de reposicionamento para que o CDS cresça da direita para o centro e não do centro para a direita, porque é à direita que os nossos eleitores têm morada e é com eles que devemos partir para a conquista do centro, que é lá que nos encontramos com os nossos adversários”, sublinhou, apontando a estratégias concretas.

“Nós queremos ser um partido de valores constantes e das causas consequentes, em que os portugueses, e em particular os madeirenses, percebam a utilidade que se retira do voto no CDS.

As regiões autónomas, pela sua insularidade, têm sido particularmente prejudicadas pela ausência de políticas que incentivem a fixação de pessoas e de empresas nas regiões periféricas e pela cultura centralista existente”, referiu, acrescentando que o desenvolvimento sustentado das ilhas e o seu imenso potencial exige, em primeiro lugar, “um profundo respeito pela autonomia, a par de um escrupuloso cumprimento, por parte da República, da Lei de Finanças das Regiões Autónomas”. Por outro lado, “a gestão dos recursos marítimos tem de ser efectivamente partilhada com as regiões autónomas, acomodando interesses e necessidades especificas”.

Sobre a universidade da Madeira, considerou que tem de ser “dotada dos meios e de autonomia essenciais à sua afirmação e competitividade, podendo, só assim, desenvolver uma oferta de excelência e a criação de condições para que todos possam aceder em igualdade de oportunidades”.

Ao nível dos transportes, entende que as obrigações de serviço público, impostas aos privados e o reforço do subsídio social de mobilidade têm que assegurar uma resposta efectiva às necessidades de ligação ao continente.

É com base neste projecto que Francisco Rodrigues dos santos pretende construir um “partido de futuro, que não seja do passado, e que volte a merecer a confiança dos portugueses e dos madeirenses em particular”.