A Autonomia “volta a estar ameaçada”

Mensagem deixada por Pedro Calado, na sessão solene do dia do concelho de São Vicente

25 Ago 2019 / 15:40 H.

“A Autonomia, como aqui fica demonstrado, foi e continua a ser um êmbolo do desenvolvimento de toda a Região, permitindo que localidades, como São Vicente, com uma orografia difícil, não fosse vetada ao esquecimento e ao abandono. Hoje, passados mais de 40 anos desde a conquista da Autonomia, ela volta a estar ameaçada, por um grupo de políticos, coniventes com uma estratégia centralizadora e manipuladora do povo madeirense. Por isso, insisto: é preciso estar alerta para esse perigo que é efectivo”. Esta foi uma das principais mensagens deixadas há pouco por Pedro Calado, vice-presidente do Governo Regional, na Sessão Solene Comemorativa dos 275 anos do concelho de São Vicente.

O vice-presidente começou o seu discurso com uma saudação aos “filhos da terra”, sobretudo aos emigrantes, e também ao actual executivo camarário, liderado por José António Garcês, mas também aos autarcas anteriores, cujo trabalho contribuiu para o desenvolvimento do concelho: Gabriel Drumond, Duarte Mendes, Humberto Vasconcelos e Jorge Romeira e sobretudo Narciso Branco,” o decano dos antigos presidentes de Câmara do município de São Vicente, cargo que ocupou entre 1971 e 1972”.

E foi depois de recordar este percurso na autonomia, que Pedro Calado, alertou: “não podemos aceitar que seja novamente em Lisboa que se decida aquilo que deve e o que não deve ser feito em São Vicente, no Funchal, na Calheta, no Porto Moniz, no Porto Santo, ou noutro qualquer concelho da Região”.

“Na Madeira – e nunca é de mais repetir – mandam os madeirenses. Não podemos deixar que nos verguem, novamente, às vontades e caprichos de um governo centralista e centralizador. A vontade dos madeirenses e porto-santenses tem de ser soberana, em benefício da população e dos seus legítimos interesses e aspirações. Mesmo que alguns senhores em Lisboa não gostem. A nossa autonomia e independência valem mais do que as verbas e transferências do Orçamento de Estado para a Região. Não aceitamos que comprem ou pretendam comprar a nossa vontade, decisão e independência com a promessa de mais uns trocos enviados pelo Orçamento de Estado para a Madeira”, disse, acrescentando que: “não aceitamos que nos comprem, nem aceitamos vender a nossa alma ao Diabo desta maneira. Foi a nossa Autonomia que nos permitiu chegar onde chegámos e é a nossa Autonomia, cada vez mais reforçada, que nos irá permitir ir ainda mais longe no futuro, na defesa dos nossos interesses e das novas gerações. Será essa a nossa maior herança para os nossos filhos.”

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