2017 foi o melhor ano de produção agrícola
Desde 1995, ano em que começaram a ser elaboradas as Contas Económicas da Agricultura Regional, incluindo o Valor Acrescentado Bruto do sector
A produção do ramo agrícola na Região Autónoma da Madeira cresceu 2,2% em 2017 face ao ano anterior.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou recentemente os valores provisórios de 2017 das Contas Económicas da Agricultura Regionais (CEAREG), desde o início da série (1995), este é o melhor ano dos últimos 23 anos desde então.
Os dados foram hoje divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) e permitem concluir que, “em 2017, a produção do ramo agrícola na Região Autónoma da Madeira (RAM) fixou-se em 112 milhões de euros”, crescendo assim os tais 2,2% em termos nominais face ao ano anterior.
“Do total da produção agrícola regional de 2017, 84,7% foi proveniente da componente vegetal e 11,4% da animal, sendo que as restantes parcelas derivaram de serviços agrícolas e actividades secundárias não agrícolas”, especifica. “A nível nacional, o peso da produção vegetal foi inferior (57,3%), embora se tenha revelado também mais preponderante que a parte animal (37,8%)”.
Desagregando a componente da produção vegetal, “cujo total foi de 94,9 milhões de euros” para a RAM, “constata-se que as parcelas mais representativas foram as hortícolas frescas (27,4 milhões de euros, -8,2% que em 2016) e os frutos subtropicais (22,4 milhões de euros, +9,0% que no ano de 2016)”, acrescenta, confirmando também uma tendência recente na agricultura regional.
“A principal fatia da produção animal, cujo total foi de 12,8 milhões de euros, derivou da avicultura, que concentrou mais de 60% daquele total (61,9%)”, tendo em conta também que as produções bovina e suína têm perdido peso.
“À actividade agrícola está inerente a utilização de uma série de bens e serviços que constituem os consumos intermédios”, explica a DREM. “Esta variável rondou os 41,7 milhões de euros em 2017 (+1,8% que em 2016). A diferença entre produção agrícola e consumo intermédio constitui o chamado Valor Acrescentado Bruto (VAB) agrícola. Em 2017, o VAB agrícola fixou-se em 70,4 milhões de euros, crescendo 2,5% em termos nominais entre 2016 e 2017”, aponta.
E conclui: “É ainda de referir que os valores económicos de 2017 da produção agrícola e do VAB desse ramo foram os mais elevados desde o ano em que se começaram a elaborar Contas Económicas da Agricultura Regionais (1995)”. Aliás, no primeiro foco (produção agrícola), os últimos três anos foram os melhores destes 23 anos, depois de uma quebra significativa em 2014, que interrompeu um período de relativo desenvolvimento nesta área. No caso do VAB, o mesmo cenário com os últimos três anos (2015, 2016 e 2017) a apresentarem os melhores resultados.