Não é a cunha. É o cunho.

13 Set 2019 / 19:35 H.

    Agradeço em primeiro lugar a oportunidade que me é dada, por este matutino ,de publicar os meus rabiscos.

    À conta do que escrevo,não perdi amigos mas ganhei algumas inimizades. Não gosto nem aprovo insultos;privilegio a ironia e simpatizo com a metáfora. O meu objectivo primeiro não é, de forma alguma ,melindrar pessoas.Relato situações que são do conhecimento geral,que muita gente comenta em surdina mas que receia fazê -lo abertamente. Nós sabemos porquê.

    O fim do Verão aproxima-se a passos largos.Daqui a alguns dias voltaremos a ficar sós, cada vez mais sós. Ou melhor, sós com os nossos fiéis problemas e angústias de sempre.

    De Junho a Setembro tivemos um manancial de festas, comemorações, festivais para todos os gostos,inaugurações,...

    Inebriados com tanto fulgor até nos esquecemos (?) do que realmente nos aflige...Ano após ano vamos desfiando as contas do nosso rosário, gemendo e chorando ,na esperança de que o futuro nos compense, ou pelo menos esboce um tênue sorriso.Ainda não foi desta.

    Falamos quase sempre do mesmo,porque é sempre o mesmo que nos perturba e tolhe o nosso desenvolvimento e progresso. Nesse aspecto continuamos,invariavelmente, no ponto de partida.

    O que é que se fez para que o aeroporto de Porto Santo fosse, indiscutivelmente, a alternativa ao aeroporto da Madeira ,aquando da sua inoperância?Sem muito rigor,atrevo-me a dizer-nada. Por que continuamos a dispôr APENAS de dois voos diários PXO/FX/PXO e viagens a preços proibitivos?

    Que conclusões resultaram das n reuniões com os diversos intervenientes (empresa,entidades locais e governo)?

    Inconclusões,está visto.

    Já se providenciou no sentido de assegurar o transporte de pessoas e bens inter-ilhas, quando o barco que opera na linha parar para manutenção?Vamos ter que ser transportados em barco porta-contentores e abastecidos de mantimentos em modo “ajuda a refugiados”?

    De onde ,ou por quem foram emanadas normas,orientações, ou o que quer que seja,geradoras de um caos nunca antes visto no Porto de Abrigo, nos dias em que o Lobo Marinho efectuou as viagens da sexta -feira?

    Impediu-se os transportes públicos de passageiros de efectuarem um serviço eficiente,prejudicando os trabalhadores e clientes ,dando uma muito má imagem do destino.A que título?

    Em relação à Saúde presume-se que esteja tudo bem,a avaliar pela atribuição de louvores,pese embora os utentes continuarem com um rol de queixas...

    Nós falamos do que nos dói, para que se possa encontrar a cura,ou atenuar a”ferida que teima em não cicatrizar.

    Nem tudo funciona (só) com cunhas.É preciso cunho.

    P.S. (as coisas boas ,aplaudimos)

    Madalena Castro