Rui Gonçalves queria ver portugueses a competir no mundial de motocrosse

15 Abr 2018 / 01:15 H.

O piloto português Rui Gonçalves (Yamaha), vice-campeão do mundo MX2 em 2009, lamentou hoje que não haja pilotos nacionais a competir no campeonato do mundo de motocrosse.

“Eu tive uma carreira de 17 anos. Gostaria que houvesse alguém a continuar a representar Portugal no campeonato do mundo e espero que isso aconteça em breve”, disse à Lusa Rui Gonçalves.

O piloto transmontano, que deixou a competição há mais de meio ano, está de regresso às pistas para participar como piloto ‘wildcard’ na categoria MXGP, no Grande Prémio de Portugal, que se disputa este fim de semana no Crossódromo Internacional de Águeda.

“Estou muito contente por estar aqui de novo em Águeda, numa pista que já me deu muitas alegrias, e estar a correr em frente a todo este público fantástico, que me apoiou durante vários anos, é sem dúvida maravilhoso”, referiu.

Rui Gonçalves, que fez a sua última corrida na edição do ano passado do Motocrosse das Nações, diz que só quer divertir-se e estar ao lado dos fãs.

“A classe tem uma competitividade muito elevada para quem já faz o Mundial todo. Para quem faz apenas algumas corridas é difícil. Para quem não faz corridas há mais de meio ano é muito difícil. Mas o objetivo passa por a gente se divertir e estar com todos os meus fãs que me apoiaram durante toda a carreira”, afirmou.

O português, que hoje não foi além do 20.º lugar na corrida de qualificação, a 1.57,325 minutos do vencedor, não quis revelar se este será o seu último grande prémio como piloto. Já quanto aos favoritos à vitória do Grande Prémio de Portugal em MXGP foi categórico: “São os dois pilotos da KTM [Jeffrey Herlings e Antonio Cairoli].

“São eles que se têm destacado durante todo o campeonato”, disse Rui Gonçalves, que perspetiva uma “batalha muito intensa” até ao final do Mundial entre o piloto holandês e o campeão do mundo em título.

O holandês Jeffrey Herlings (KTM) e o espanhol Jorge Prado (KTM) venceram hoje as corridas de qualificação em MXGP e MX2, respectivamente.

Os pilotos regressam à pista do Crossódromo Internacional de Águeda no domingo para o segundo dia do Grande Prémio de Portugal. As principais corridas, em MXGP e MX2 (duas em cada escalão), estão marcadas para a tarde, enquanto a manhã está reservada para as segundas corridas em WMX e EMX250.