Regresso a Portugal e grandeza do Marítimo pesaram na decisão de José Gomes

14 Nov 2019 / 15:37 H.

José Gomes revelou hoje que o regresso a Portugal e a dimensão do Marítimo pesaram na decisão de aceitar o cargo de treinador da equipa madeirense, 14.ª classificada da I Liga portuguesa de futebol.

“Estou, efetivamente, feliz por regressar à I Liga e orgulhoso por representar um clube tão prestigiado como o Marítimo, com os seus fantásticos adeptos”, disse o técnico, que assinou até 2021, durante a apresentação como novo técnico do clube, ao lado do presidente, Carlos Pereira, e o diretor desportivo, Briguel.

O campeonato português mereceu muitos elogios, por ter “bons jogadores” e “excelentes treinadores”, tendo José Gomes qualificado os técnicos portugueses, que crescem na Liga, de “os melhores do mundo”.

Com um desafio de “acrescentar e melhorar a qualidade”, José Gomes fala em uma “conjugação ideal” entre o que o Marítimo pretende e as ambições pessoais do treinador, de 49 anos.

“O Marítimo tem um palmarés invejável. É um dos melhores clubes portugueses e estamos habituados a ver o Marítimo logo após os três ‘grandes’. O clube quer reivindicar no campo o lugar europeu e eu também pretendo essa consolidação”, referiu.

José Gomes chega ao emblema madeirense numa paragem das competições nacionais e vai aproveitar para conhecer ao máximo o “caráter” dos jogadores, revelando já saber as “questões técnicas e os comportamentos em campo”.

“Fui contratado como treinador. Não sou mágico. As coisas não aparecem num estalar de dedos. Estou convencido, pela qualidade que existe, que a aceitação por parte dos jogadores vai ser o ponto fulcral para podermos mostrar esse jogo em campo, mas vamos passo a passo”, afirmou, manifestando-se confiante que os jogadores vão “abraçar” a sua proposta.

Em relação à estreia, marcada para 30 de novembro, no Estádio da Luz, diante do Benfica, campeão nacional e líder da I Liga, José Gomes considerou ser um “excelente início”, pois será fácil motivar os atletas, embora possam ser expostas as fragilidades da equipa maritimista, devido à valia do adversário.

O presidente Carlos Pereira indicou que as conversações começaram há 10 dias e que tudo foi tratado com muita “lisura e frontalidade”, procurando um crescimento, quer na tabela classificativa, quer no espetáculo demonstrado em campo.

“Sabemos que o futebol não é uma ciência exata, mas que pode melhorar substancialmente com a qualidade que queremos implementar. Todos juntos, faremos um trabalho meritório em prol desta instituição e da região”, salientou.

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