Mota Amaral considera que “a Europa já conheceu melhores dias”

08 Nov 2019 / 18:18 H.

“A Europa já conheceu melhores dias”. A consideração é de João Bosco Mota do Amaral, antigo presidente da Assembleia da República, que esta tarde apresentou, no Centro de Estudos de História do Atlântico, no Funchal, o seu livro ‘Os Açores, Portugal e a União Europeia’. Alberto Joaõ Jardim foi o responsável por apresentar esta obra.

O livro de Mota Amaral contém diversos textos que escreveu ao longo dos anos, referentes a questões do desenvolvimento das ilhas e da sua projecção no âmbito europeu. Além disso, fala sobre o processo europeu, a sua evolução, “onde se verifica a tomada do poder por um pequeno grupo de Estados e uma passividade dos países mais pequenos, que deviam ter um outro estatuto, mantendo a tradição inicial de que a Europa se constrói com a igualdade de todos os Estados-membros”.

O antigo presidente do Governo dos Açores diz que “é preciso mudar o rumo”. “A aplicação das teorias neo-liberais traduziu-se numa grande degradação da situação dos trabalhadores e no eclodir das correntes populistas e a democracia precisa de outro fôlego”, considerou à margem da apresentação da sua obra.

Questionado sobre aquilo que defende para as Regiões ultraperiféricas, como é o caso da Madeira e Açores, Mota Amaral frisou a necessidade do desenvolvimento. “O desenvolvimento das regiões e a justiça nas relações entre as regiões e o resto da Europa é uma questão de Direitos Humanos”, defendeu.

Alberto João Jardim explanou alguns dos assuntos que constam desta obra e destacou que a opção das Regiões integrarem a União Europeia não trouxe arrependimentos.

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