Repatriados 21 migrantes para Marrocos após apedrejamento de patrulha militar em Ceuta
Vinte e um marroquinos foram repatriados para o seu país de origem após terem atirado pedras, na noite de sábado, contra membros de uma patrulha das Forças Armadas em vigilância na zona da praia El Trampolín, em Ceuta.
Segundo confirmaram à Europa Press fontes da Guarda Civil, os factos ocorreram numa das zonas mais afetadas após a entrada em massa, nomeadamente em El Trampolín e Benítez (zonas contíguas entre si), durante a última madrugada.
Os migrantes aproveitaram o facto de se encontrarem numa posição mais elevada para atirar pedras ao exército embora não haja registo de danos pessoais nem materiais.
Aos 21 migrantes foi dada a opção de regressar voluntariamente a Marrocos ou prestar depoimento perante o tribunal competente, uma vez que não tinham antecedentes criminais, tendo todos optado por regressar ao seu país, acrescentaram as mesmas fontes policiais.
A Associação de Tropas e Marinha Espanhola (ATME) denunciou este incidente nas suas redes sociais e lamentou que se repita pela terceira vez em 10 dias.
Fontes da associação explicaram à Europa Press que nenhum dos militares sofreu ferimentos graves.
Mais de 70.000 pessoas entraram ilegalmente em Ceuta entre 30 e 31 de julho, naquilo que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, qualificou como uma "violação da integridade territorial de Espanha" e pela qual responsabilizou as máfias de tráfico de seres humanos que deturparam uma sentença recente sobre devoluções de migrantes que chegam a Espanha a nado.
Mais de 90% das pessoas que entraram ilegalmente no enclave espanhol no norte de África, que tem fronteira com Marrocos, saíram de Ceuta nas horas e nos dias imediatos, mas pelo menos 5.000 permanecem na cidade, incluindo milhares que estão nas ruas.
Sánchez considerou que Espanha e a Europa foram alvo de um ataque em Ceuta que usou a imigração e no qual estiveram também envolvidos Israel e Rússia, com a amplificação nas redes sociais de desinformação relativa ao ocorrido.