Corredores BUS
Corredores de circulação / Vias de trânsito reservadas são filas de trânsito específicas nas faixas de rodagem (conjunto de filas e bermas) reservadas a determinados veículos, manobras... Ex. corredor de aceleração ou desaceleração nas vias rápidas e autoestradas, via reservada para ciclistas, etc... Mas, embora a polémica do corredor BUS na região seja recente - alguns têm aparecido e outros desaparecido quase tão rápido quanto surgiram - a história vem já desde o séc. XVII.
Sabia que os corredores BUS nasceram em Nashville (EUA), em 1956, para salvar os transportes públicos do trânsito asfixiante? A rota começava em frente à loja de um chapeleiro chamado Omnès, que tinha uma placa em latim com o trocadilho: “Omnes Omnibus” (que significa “Omnès para todos” ou “Tudo para todos”). O serviço de transporte na altura, uma carroça puxada a cavalos, tornou-se tão popular que o francês Stanislas Baudry criou uma empresa de transporte chamada “L’Omnibus”. É daí que vem a palavra “Bus” que usamos hoje! Já na Europa, o primeiro corredor BUS nasceu em Paris a 15 de janeiro de 1964 e funcionava das 8h às 21h.
Voltando à nossa realidade, aproveito para lembrar as regras: podem circular nos corredores BUS: transporte colectivo “regular” que serve a mobilidade quotidiana da população (autocarros), táxis, veículos em marcha de urgência, veículos da polícia, motociclos e triciclos motorizados; outros veículos podem circular apenas pelas distancia suficiente para mudar de direção, aceder a propriedades/parques. As coimas por infrações vão desde 30 a 600 euros, com perda de pelo menos 1 ou 2 pontos na carta.
Agora, em toda esta história, é esperado que as linhas recentemente pintadas em cada corredor, não voltem a precisar de corrector. É que, se isto não correr bem - ainda mais com aulas à porta - ao descer a 5 de Outubro, só irá conseguir subir lá para 31 de Janeiro...
Duarte De Sousa Melim