E se a moda pega

O gaiado seco do Caniçal voltou a tempo da Festa da Piedade. Foi apreendido num processo de contraordenação, mas, como já não era necessário como prova, acabou devolvido. Tudo aparentemente dentro da lei.

Mas fica a pergunta: imagine-se se a moda pega. Quantos outros produtos não declarados, depois de apreendidos, poderão regressar aos seus donos quando deixarem de ser necessários como prova? E que efeito tem então a apreensão?

O caso pode ser pitoresco, mas a dúvida não é. Se o peixe volta para casa e a contraordenação continua, talvez seja altura de perceber até onde vai a fiscalização e onde começa a devolução do problema.

Rui Sousa