”Ser autarca é muito mais do que exercer um cargo”
A secretária regional da Inclusão, Trabalho e Juventude afirmou, hoje, que as mulheres estiveram afastadas dos lugares onde se tomavam decisões políticas durante longos anos. Recordando Carolina Beatriz Ângelo, evocou a primeira mulher a votar em Portugal, uma conquista individual que não reconheceu as mulheres com o direito de voto. Apenas a democracia de 1974 foi reconhecido esse direito. Paula Margarido quis mostrar a dimensão do caminho percorrido.
O I Encontro de Mulheres Autarcas de Freguesia da Madeira está a decorrer no Espaço Multiusos do Porto Moniz e é promovido pela ANAFRE. O evento conta com uma homenagem às antigas presidentes de Junta de Freguesia e pretende ser um espaço de reflexão e aprendizagem sobre a política no espaço público.
Paula Margarido fez questão de dirigir uma palavra ao presidente nacional da ANAFRE, para que veja “o que de bom se faz na Região”.
A governante apontou a importância do trabalho desenvolvido pelas 26 mulheres, presidentes de Junta de Freguesia, hoje homenageadas. Foram elas que disseram “sim” ao serviço da comunidade. As Juntas são o exponente máximo de proximidade à população.
“Ser autarca é muito mais do que exercer um cargo”, disse Paula Margarido, apontando o trabalho de proximidade que é necessário, bem como as decisões que podem fazer a diferença.
As mulheres que presidem Câmaras Municipais também mostram a evolução que temos feito, a nível político, na Região. No entanto, espera que, no futuro, a mulher deixe de ser notícia por o ser, mas que seja notícia pelo trabalho que desempenha.
"Que nenhuma mulher precise de procurar uma brecha para participar [na sociedade]", disse Paula Margarido.