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Pelo menos 17 mortos em acidente de viação na província moçambicana de Inhambane

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Pelo menos 17 pessoas morreram e uma ficou ferida na sequência de um acidente de viação ocorrido na noite de quinta-feira, no distrito de Zavala, na província de Inhambane, sul de Moçambique, divulgou hoje a Presidência da República.

Em comunicado, a Presidência classificou o sinistro como "trágico" e indicou que o acidente, ocorrido na noite de quinta-feira, no distrito de Zavala, província de Inhambane, causou a morte de 17 pessoas, além de um ferido.

Perante a tragédia, o Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou "profundo pesar" e endereçou as suas condolências às famílias enlutadas e solidariedade para com a pessoa ferida, afirmando partilhar "o seu sofrimento perante esta irreparável perda de vidas humanas".

"Perante mais esta tragédia nas estradas nacionais, o Presidente Chapo reitera o apelo a todos os automobilistas e utentes das vias públicas para o cumprimento rigoroso das regras de trânsito", refere o comunicado.

A Presidência destaca, entre as medidas que merecem especial atenção, o respeito pelos limites de velocidade, a observância da sinalização rodoviária e a não condução sob efeito de álcool ou de outras substâncias que comprometam a capacidade de conduzir.

"O chefe do Estado apela ainda à prudência, à responsabilidade e ao respeito pela vida, sublinhando que a prevenção dos acidentes rodoviários exige o compromisso de todos, de modo a evitar novas tragédias e proteger a vida dos cidadãos", acrescenta a nota.

A sinistralidade rodoviária continua a ser uma das principais causas de morte em Moçambique. Dados divulgados na quinta-feira pelas autoridades policiais indicam que, apenas no primeiro semestre deste ano, pelo menos 239 pessoas morreram e 1.112 ficaram feridas em 169 acidentes de viação registados no país.

Segundo outros dados oficiais, Moçambique registou 611 acidentes rodoviários em 2025, dos quais resultaram 830 mortos, cenário que levou o Governo a avançar com a revisão do Código da Estrada.

Em junho, o Conselho de Ministros aprovou uma autorização para a revisão daquele diploma, propondo a introdução da carta de condução por pontos e a utilização de câmaras de videovigilância para reforçar a fiscalização rodoviária.

A proposta prevê ainda o reforço dos mecanismos de fiscalização e controlo das infrações rodoviárias, bem como a harmonização das normas do Código da Estrada com a legislação penal nacional.