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A Guerra País

Militares portugueses foram a "primeira linha de defesa" face à Rússia na Estónia

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Foto Lusa

O ministro da Defesa Nacional agradeceu ao contingente militar português da NATO que termina hoje a missão na Estónia, onde durante quatro meses intercetou mais de 25 aeronaves russas e atuou como "primeira linha de defesa" face a Moscovo.

Nuno Melo agradeceu, desde a base aérea de Amari, o "impecável contributo da Força Aérea Portuguesa" durante a Enhanced Air Policing 2026 e sublinhou que "Portugal estará sempre lá para os seus aliados" da NATO.

"O mundo vive tempos difíceis, sensíveis, imprevisíveis, em relação aos quais a NATO, coletivamente, é a nossa melhor garantia de que, se em caso de necessidade precisamos dos nossos aliados, eles estarão lá e os nossos aliados, reciprocamente, sabendo que se precisarem de Portugal, Portugal estará lá também", disse o ministro português aos jornalistas.

Nuno Melo salientou que é "muito importante" que os portugueses tenham conhecimento das ações desempenhadas pelos militares destacados para a frente leste da NATO que, "com a Rússia do outro lado", estão a "correr riscos reais", tendo intercetado "inúmeras aeronaves e veículos não tripulados e daí o reconhecimento neste esforço, que é também um esforço coletivo".

Desde o início da missão portuguesa, o destacamento português intercetou pelo menos 25 aeronaves russas e realizou mais de 480 horas de voo durante a missão nos Balcãs.

Nuno Melo e o homólogo estónio, Hanno Pekvur, que se reuniram pela manhã antes de se dirigirem até às tropas estacionadas em Amari, transmitiram votos de sucesso à Turquia, que assume entre agosto e novembro a missão de policiamento aéreo.

A Turquia contribuirá com cinco caças F-16 e 76 militares para dar continuidade à missão rotativa de policiamento aéreo.

O ministro eslovaco salientou ainda que a presença portuguesa nesta missão demonstra "o empenho" de Portugal para com o país báltico e com a NATO.

Pevkur alertou ainda para a ameaça de Moscovo, que apesar da guerra que trava com Kiev, "continua a sua reforma militar" e a reforçar as suas forças junto da fronteira.

"Apesar de eles [Rússia] estarem conduzindo uma guerra de agressão em grande escala na Ucrânia, ainda estão a realizar reformas e a reconstruir a sua armada. Estão a movimentar para a nossa vizinhança o dobro dos militares e o dobro dos equipamentos", disse o ministro estónio, acrescentando que a NATO "precisa de responder".

Além da ameaça militar, Pevku salientou as "ameaças híbridas" russas, dando como exemplo a influência que poderão ter nas próximas eleições em países como a Suécia, Finlândia, Letónia, França e na própria Estónia.

Pekvur adiantou que durante a reunião privada que teve com Nuno Melo, debateram as capacidades de combate em termos da Marinha e a discutiram o intercâmbio entre empresas de defesa.

A missão de policiamento aéreo portuguesa no Báltico, que começou em 01 de abril e terminará oficialmente na sexta-feira, contou com um contingente de 95 militares apoiados por quatro caças F-16.

Esta foi a nona missão de policiamento aéreo da NATO nos países bálticos em que Portugal participou, a segunda na Estónia, segundo as Forças Armadas portuguesas.