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Professores recebem 1 euro por cada resposta classificada e 12 euros por reapreciação

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Foto Lusa

Os professores classificadores dos exames nacionais do secundário vão receber um euro por cada resposta classificada e 12 euros por cada prova reapreciada, divulgou hoje o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Em comunicado, o ministério indicou ainda que os professores vão receber 10 euros por cada prova classificada em suporte físico (Geometria Descritiva e Desenho A) e 18 euros por cada prova classificada no âmbito de reclamação.

A medida aplica-se às provas classificadas na primeira e segunda fase, bem como na época especial.

O ministério liderado por Fernando Alexandre realçou, na nota de imprensa, que a adoção da classificação digital de cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário "introduziu uma alteração significativa nos procedimentos dos professores classificadores e nos processos associados à classificação" e levou à "mobilização de um número significativo de docentes em cada fase de realização das provas".

"Importa, por isso, reconhecer o papel dos docentes no processo de avaliação externa, valorizando adequadamente o trabalho desenvolvido pelos classificadores e pelos relatores. Esse reconhecimento é particularmente necessário este ano, tendo em conta a generalização da classificação eletrónica, processo que, sendo de elevada complexidade, decorreu com constrangimentos que dificultaram o trabalho dos professores classificadores", pode ler-se.

O ministério lembrou ainda que o "contexto de particular exigência" implicou "para muitos docentes trabalhar aos fins de semana e em horário noturno", justificando a decisão de "compensar todos os professores classificadores".

"Esta medida enquadra-se nas políticas de valorização dos professores adotadas pelo Governo desde abril de 2024, reconhecendo o papel central que desempenham no sistema educativo e o caráter especial da sua carreira", apontou também.

O novo modelo registou diversas falhas técnicas que atrasaram todo o processo de correção e divulgação das classificações, sendo preciso rever o calendário dos exames.

A publicação das notas da 1.ª fase foi divulgada três dias mais tarde, a 17 de julho, mas só à noite, havendo escolas em que as pautas foram afixadas já de madrugada.

Milhares de alunos tiveram de esperar vários dias para ter acesso às suas notas e muitos outros viram os exames serem reclassificadas devido à correção de erros identificados em algumas disciplinas.

Estes atrasos obrigaram igualmente ao adiamento da 2.ª fase dos exames nacionais, que decorreu entre 21 e 24 de julho.

Ainda assim, o Ministério manteve inalterado o calendário da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, cujas candidaturas decorrem até 6 de agosto, defendendo que a criação da época extraordinária permite compensar eventuais prejuízos causados pelos problemas técnicos.

O ministro da Educação reconheceu os problemas verificados, tendo já pedido desculpa a alunos, famílias, professores e escolas pelos constrangimentos.

A inscrição para a época especial dos exames nacionais do secundário começou hoje e termina sexta-feira.