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Mais de mil processos de pedofilia identificados em França

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Mais de mil processos de pedofilia foram considerados prioritários, por os autores estarem identificados, tendo antecedentes criminais e cujas vítimas continuam a ser menores de idade, anunciou hoje o ministro da Justiça francês.

Gérald Darmanin tinha pedido a todas as procuradorias que reexaminassem todas as queixas apresentadas na sequência do caso Lyhanna, uma aluna do ensino básico de 11 anos cujo alegado violador, Jérôme Barella, já tinha sido alvo de várias queixas que não tiveram seguimento.

Os 1.350 inquéritos judiciais, atribuídos a juízes de instrução, foram abertos desde 08 de junho, ou seja, cerca de quatro vezes mais do que no ano passado, no mesmo período, precisou a Justiça francesa em comunicado.

Cerca de 675 pessoas foram detidas desde 08 de junho, enquanto, no total, 69.626 processos foram revistos em todo o território e 85.047 queixas foram registadas pelos procuradores.

"Destes processos revistos, 61,5% dizem respeito a factos contravencionais e 38,5% a factos criminais. 83,5% dos indivíduos indiciados foram identificados, 16,5% não foram", acrescentou.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Gérald Darmanin elogiou o "trabalho considerável realizado", precisando que ia novamente "dialogar, um a um, com todos os procuradores-gerais para fazer o ponto da situação sobre os processos pendentes a nível local".

Nos dias que se seguiram à descoberta do corpo de Lyhanna, no Gers (sul), e com o perfil do principal suspeito do homicídio, Jérôme Barella, o ministro da Justiça considerou que não tinham "faltado nem meios, nem leis", mas sim "dar prioridade aos casos de violação de menores".

Aos procuradores-gerais que convocou para o Ministério da Justiça, pediu que "revissem todas as queixas que envolvam crianças" até terça-feira.