Contratar um crédito é uma decisão que pode ter um impacto significativo no seu orçamento familiar. Por isso, se é a primeira vez que vai pedir um financiamento, é fundamental que esteja a par de certos conceitos de literacia financeira.
Afinal, pedir um empréstimo ao banco implica ficar com uma dívida durante vários anos ou até décadas. Para não cometer erros desnecessários, veja aqui algumas dicas de como pedir um crédito de forma responsável, com base num guia disponibilizado no Doutor Finanças.
Taxas e termos essenciais num contrato de crédito
Quando o assunto é pedir um crédito de forma responsável, há todo um mundo novo de termos, siglas e taxas que precisa compreender. Estes termos, siglas e taxas fazem parte das condições contratuais do seu financiamento. Para tal, pode consultar: https://clientebancario.bportugal.pt/pt-pt/taxas-de-juro
E antes de um crédito ser aprovado, o banco emite a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE), no caso de um crédito habitação e outros créditos hipotecários, ou a Ficha de Informação Normalizada (FIN), nos restantes tipos de crédito. É através deste documento que tem um primeiro contacto com as condições e campanhas que a instituição de crédito está disposta a conceder-lhe.
Como comparar propostas de crédito?
Há uma recomendação que não deve ignorar: não contrate um crédito sem olhar para mais do que uma proposta – oriunda de mais do que uma entidade. Actualmente, existem várias instituições de crédito com campanhas promocionais para atrair novos clientes. E se não tiver algumas propostas para comparar qual é a opção mais vantajosa para si, pode pagar um valor demasiado elevado pelo seu financiamento face às condições praticadas no mercado financeiro.
Que encargos a considerar ao pedir crédito?
Se pretende contratar um crédito de forma responsável não pode olhar apenas para o custo da sua prestação de crédito. Afinal, a contratação de um crédito tem outros encargos associados. E em certos tipos de contratos, este valor pode ser mais elevado do que imagina. Assim, é fundamental informar-se antecipadamente sobre os encargos associados ao seu crédito, como comissões, impostos e seguros obrigatórios, entre outras despesas.
Como as instituições avaliam o risco de um financiamento?
Para determinar o risco de um financiamento, as instituições de crédito focam-se em quatro factores: a situação profissional dos futuros titulares de crédito, situação financeira do agregado familiar, a taxa de esforço e o historial de crédito.
A nível da situação profissional, não é novidade que os bancos dão preferência aos clientes que têm contratos de trabalho sem termo (efectivos).
A importância da taxa de esforço
É através do cálculo da sua taxa de esforço que uma instituição de crédito consegue medir o risco de conceder-lhe um novo financiamento. Na prática, esta taxa representa, em termos percentuais, o peso que os empréstimos têm no seu orçamento familiar.
Avaliação do seu historial de crédito
As instituições de crédito também avaliam o risco do financiamento pelo historial de crédito dos futuros titulares. Uma vez que os clientes têm de entregar o mapa de responsabilidades do Banco de Portugal, as instituições conseguem identificar se registou atrasos a pagar os seus créditos ou se está numa situação de incumprimento. Caso esteja em incumprimento, o seu pedido de crédito é recusado.
Mas… e quando entra em incumprimento?
Se um imprevisto financeiro mais elevado deu origem à entrada em incumprimento das suas obrigações de crédito, pode estar sem saber o que fazer. Embora esta seja uma situação preocupante, pois se deixar esta situação arrastar-se a instituição de crédito pode aplicar juros de mora, comissões e outros encargos que fazem a sua dívida subir, o mais importante é manter a calma e agir de forma ponderada e responsável.
PARI (Plano de Acção para o Risco de Incumprimento)
Segundo as informações publicadas no site do Banco de Portugal sobre a prevenção do incumprimento, assim que são detectados indícios de risco de incumprimento, a instituição deve entregar-lhe um documento com os seus direitos e deveres, e indicar-lhe os contactos para o envio dos documentos e informações necessárias para ser definido e implementado o PARI.
Funciona como um conjunto de acções e procedimentos internos que os bancos devem seguir para acompanhar os contratos de crédito. A ideia é ajudar os clientes a ultrapassar dificuldades financeiras sem que estas se transformem em problemas maiores. Mas também pode ser o cliente o primeiro a solicitar este mecanismo.