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Casos positivos de hantavírus retirados de barco com "medidas preventivas e de controlo"

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FOTO ROB ENGELAAR/EPA

Espanha garantiu hoje que adotou "todas as medidas preventivas e de controlo de transmissão" de hantavírus no caso dos dois passageiros do navio "MV Hondius" repatriados desde as Canárias que, segundo os EUA e França, estão infetados.

"Aplicaram-se todas as medidas preventivas e de controlo de transmissão", disse o Ministério da Saúde espanhol, num comunicado sobre o navio de cruzeiro que está fundeado nas Canárias com o título "sobre a informação proporcionada pelo Governo dos Estados Unidos".

As autoridades norte-americanas disseram que uma das pessoas repatriadas desde as Canárias no domingo para os EUA é um "positivo fraco" de hantavírus.

Sobre este caso, o Ministério da Saúde espanhol explica que quando o navio de cruzeiro "MV Hondius", afetado por um surto de hantavírus, esteve de quarentena em águas de Cabo Verde, antes de sair para as Canárias, embarcou um epistemólogo do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), "que analisou todos os contactos e, especialmente, aqueles que tinham tido contacto exterior com os casos confirmados".

"Realizou-se uma prova diagnóstica que foi enviada a dois laboratórios. Num deles, o resultado foi considerado pelas autoridades norte-americanas como um positivo débil, apesar de para nós não era conclusivo. A segunda análise foi negativa", acrescentou o ministério espanhol.

Espanha sublinha que "a pessoa em questão não manifestava sintomas quando estava em Cabo Verde".

"No entanto, as autoridades norte-americanas decidiram tratar o caso como positivo. Por esse motivo, solicitaram a sua retirada [do barco, nas Canárias] em separado, o que se fez numa embarcação independente", revela a mesma nota.

Segundo o Ministério da Saúde de Espanha, após o desembarque nas Canárias, as autoridades dos EUA decidiram "manter o critério de caso positivo" e este passageiro do navio foi repatriado "num lugar isolado" no avião de repatriamento.

NO grupo repatriado para os EUA (18 pessoas, 17 delas com nacionalidade norte-americana) há ainda uma pessoa que teve "tosse ligeira" no dia 06 de maio, segundo os médicos que estavam a bordo e que classificaram por isso esta situação como "um caso provável".

Esta mulher foi por isso também retirada do barco de "forma separada", antes do repatriamento.

Quanto à mulher francesa que teve um teste positivo de hantavírus ao chegar a França no domingo, "começou a sentir-se mal durante o voo" de repatriamento "e não enquanto estava no navio", disse o Ministério da Saúde de Espanha no comunicado.

"Todas as medidas adotadas deste o início tiveram como objetivo cortar as possíveis cadeias de transmissão", sublinhou o governo espanhol, que coordena a operação de retirada de pessoas no "MV Hondius" e de repatriamento.

Foram retiradas do barco de cruzeiro e repatriadas 94 pessoas de 19 nacionalidades no domingo, numa operação que vai prosseguir hoje com a transferência de mais 24 passageiros tripulantes, segundo o governo espanhol.

A operação deve ficar concluída hoje e é previsível que o navio, que tem bandeira dos Países Baixos, deixe as Canárias ao final da tarde, com parte da tripulação a bordo, rumo ao porto de Roterdão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou até agora seis casos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram.   

O navio viajava desde a Argentina, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional.   

O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.

Os sintomas da infeção com hantavírus são, inicialmente, semelhantes aos da gripe, como tosse, fadiga ou dores de cabeça e musculares.

Dependendo da estirpe, o hantavírus pode provocar uma infeção pulmonar ou renal.

A OMS garante que o risco deste surto para a população em geral é baixo.