Sete marinheiros morreram em ataques contra navios que transitavam por Ormuz
Sete marinheiros de diferentes países morreram em ataques lançados contra navios que transitavam pelo estreito de Ormuz nos últimos nove dias, desde o início do conflito com o Irão, revelou hoje a Organização Marítima Internacional (OMI).
Os ataques, alegadamente lançados pelo Irão, deixaram também vários outros marinheiros feridos, alguns deles com gravidade, segundo dados divulgados pelo secretário-geral da OMI, Arsenio Domínguez, que tem sede em Londres.
"Todas as partes, sem exceção, e repito, sem exceção, devem respeitar a liberdade de navegação, um princípio fundamental do direito marítimo internacional", frisou Domínguez.
O responsável salientou que os marinheiros são inocentes porque "estão simplesmente a cumprir o seu dever, prestando um serviço essencial à comunidade global, garantindo o fluxo contínuo de bens e energia".
Domínguez instou as companhias de navegação a evitarem a travessia do Estreito de Ormuz ou a tomarem as precauções máximas caso decidam atravessá-lo.
O estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do crude mundial e uma parcela significativa de minerais estratégicos, está praticamente fechado devido às ameaças da Guarda Revolucionária iraniana contra quem o tenta atravessar.
O bloqueio desta via navegável vital para o comércio global elevou o preço do petróleo Brent acima dos 100 dólares por barril, um nível que não se via desde 2022, embora tenha descido ligeiramente nas últimas horas e, pouco antes das 18:30 (hora de Lisboa), estivesse cotado nos 96,85 dólares.
Esta forte subida do petróleo Brent provocou também perdas na maioria das bolsas de valores do mundo.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.