IL pede que Seguro seja consequente e CDS elogia visão realista do chefe de Estado
A IL pediu hoje ao Presidente da República que seja consequente quando pede soluções e não bloqueios, enquanto o CDS concordou com a visão "realista" de Seguro sobre o país e sobre a necessidade de estabilidade política.
Na primeira reação ao discurso de posso do novo Presidente da República, a líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, afirmou esperar que António José Seguro "seja consequente com as próprias palavras" quando diz que será um chefe de Estado "de soluções e não de bloqueios".
"O país está há demasiado tempo à espera que sejam feitas reformas, que as coisas deixem de estar exatamente como estão há demasiado tempo e que haja essa mudança", considerou.
Neste contexto, acrescentou que os liberais demonstraram a Seguro "total disponibilidade" e compromisso para "apresentar soluções para mudar o estado das coisas".
Questionada sobre se é possível travar o "frenesim eleitoral", como disse Seguro, Mariana Leitão considerou existir, nos próximos três anos, "todas as condições para que haja essa estabilidade", advertindo, porém, que são anos em que o executivo "tem obviamente de fazer um trabalho árduo".
Mariana Leitão afirmou também que o seu partido "já deu várias provas, ao longo do tempo, de maturidade" e já demonstrou que "acima de tudo põe o país acima dos seus interesses partidários em todos os momentos".
Perante os jornalistas, o líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, considerou que António José Seguro fez um bom discurso de posse, fazendo "uma análise realista" da situação internacional e dos perigos que advêm daqui.
"Fez também uma análise bastante realista sobre a situação portuguesa. Destacaria o facto de ter confirmado que Portugal precisa de estabilidade política nos próximos três anos e meio sem eleições, depois de termos tido quatro exercícios eleitorais num curto espaço de tempo. É importante que o Governo tenha três anos e meio para cumprir o seu programa", frisou.
Paulo Núncio referiu depois as posições adotadas por António José Seguro de que "o país precisa de estabilidade, de resultados e de reformas - e é para aí que o CDS alinhará".
"Gostaria também de reafirmar um ponto que para nós também é muito importante: A saudação que o Presidente da República fez às Forças Armadas e ao fundamental papel que continuam a ter no Portugal contemporâneo", acrescentou.