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Madeira

CDS Madeira quer Código Laboral que respeite direitos das mulheres

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"O CDS não aceita alterações ao Código Laboral que cortem nos direitos de amamentação, na parentalidade ou na conciliação da vida profissional com a vida familiar", é esta a mensagem que José Manuel Rodrigues vai transmitir, esta noite, no tradicional jantar de Mulheres do CDS.

O líder centrista afirmou que "o partido defende alterações às leis de trabalho que tragam mais produtividade às empresas e maior competitividade à economia", mas garante que "isso nunca poderá ser feito à custa de cortes nos direitos das mulheres ou na promoção dos valores da Família".

Segundo nota à imprensa, Rodrigues advoga um pacto entre Estado, trabalhadores e empresários para promover uma política de Família que incentive a natalidade, assegure a conciliação entre trabalho e vida pessoal e que garanta a valorização dos salários.

O líder do CDS Madeira classifica de "inaceitável" a desigualdade salarial entre homens e mulheres, mas releva o facto de, na Região, essa diferença ser de 7,7 por cento, metade da média nacional, "'o que revela o bom caminho que temos percorrido".

José Manuel Rodrigues vai destacar, também, a "necessidade permanente de combatermos, por todos os meios, a violência doméstica" e apela a um esforço das escolas e universidades para "formar jovens que se respeitem e construam comunidades menos violentas". Esta afirmação vem na sequência de estudos recentes que revelam que indicam que os jovens encaram com "normalidade" a violência no namoro e que uma elevada taxa de raparigas "aceita essa realidade". "Que sociedade estamos a construir? Que futuro queremos deixar para os nossos filhos?, questiona Rodrigues que recorda que o CDS tem, desde a sua fundação em 1974, uma estrutura política de defesa e promoção dos direitos das mulheres, o MCDS, "da qual temos o maior orgulho".

Desde 1997 que o CDS na Madeira organiza um jantar do Dia da Mulher, a 8 de Março.