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Novo Banco com lucros históricos de 828,1ME em 2025

Foto Shutterstock
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O Novo Banco teve lucros de 828,1 milhões de euros em 2025, os maiores desde a sua criação e mais 11,2% do que em 2024, divulgou hoje em comunicado ao mercado.

Citado no comunicado, o presidente executivo, Mark Bourke, disse que no ano passado o banco "consolidou uma trajetória de crescimento sustentável" e que "o desempenho de 2025, com resultados históricos, confirma este percurso".

Em 2025, a margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) caiu 7% para 1.097,1 milhões de euros, num contexto de mais baixas taxas de juro, enquanto as comissões subiram 9,5% para 353,6 milhões de euros.

Os resultados de operações financeiras mais do que duplicaram para 42,2 milhões de euros e outros resultados de exploração quase duplicaram para 76,9 milhões de euros. Neste último, inclui-se a devolução ao pelo Estado da Contribuição Adicional de Solidariedade (imposto devolvido aos bancos depois de ter sido considerado inconstitucional).

As imparidades e provisões (para fazer face a perdas) diminuíram 31% para 129,8 milhões de euros.

Corte em 114 trabalhadores em 2025

O Novo Banco reduziu 115 trabalhadores em 2025, segundo as contas do ano passado, em que o banco registou os maiores lucros de sempre.

De acordo com o comunicado ao mercado, no final de 2025, o grupo Novo Banco tinha 4.081 trabalhadores, menos 114 do que em fim de 2024.

Já a rede comercial tinha 289 balcões, menos um do que em 2024.

O Novo Banco divulgou hoje lucros de 828,1 milhões de euros em 2025, os maiores desde a sua criação e mais 11,2% do que em 2024.

Citado no comunicado, o presidente executivo, Mark Bourke, disse que no ano passado o banco "consolidou uma trajetória de crescimento sustentável" e que "o desempenho de 2025, com resultados históricos, confirma este percurso".

Criado em agosto de 2014 na resolução do Banco espírito Santo (BES), o Novo Banco foi vendido, no ano passado, ao grupo francês BPCE. A transação deve ser concluída no primeiro semestre deste ano.

No acordo de venda, o BPCE comprometeu-se a pagar 6.400 milhões de euros aos acionistas, encaixando o fundo norte-americano Lone Star (que tem 75% do banco) 4.800 milhões de euros e o Estado português (que tem os restantes 25%) 1.600 milhões de euros.

Desde que Mark Bourke passou a ser o presidente (sucedendo a António Ramalho), em agosto de 2022, o banco não fez conferência de imprensa de apresentação de resultados, ao contrário da maioria dos grandes bancos portugueses (públicos e privados).