Portugal saúda proibição do Hezbollah e pede a Israel respeito pelo Líbano
O Governo português saudou hoje a "recente e corajosa" decisão do Governo libanês de proibir a atividade militar do grupo xiita Hezbollah e apelou a Israel que respeite a integridade territorial do Líbano.
"Portugal saúda a recente e corajosa decisão do governo libanês de desarmamento do Hezbollah e proibição de toda a atividade militar", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, numa publicação na rede social X.
Para o Governo, "é ainda mais imperiosa a salvaguarda da soberania libanesa, apelando-se a Israel que respeite a integridade territorial do Líbano".
A posição do ministério liderado por Paulo Rangel surge em plena escalada militar no Médio Oriente, após os Estados Unidos e Israel terem atacado o Irão no sábado, matando o líder supremo, 'ayatollah' Ali Khamenei, e vários outros responsáveis militares.
O Irão respondeu com ataques contra Israel e bases norte-americanas e infraestruturas em vários países da região, nomeadamente Emirados Árabes Unidos, Qatar, Arábia Saudita, Kuwait, Jordânia e Bahrein. Uma base britânica em Chipre, país membro da União Europeia mas não da NATO, também foi atingido.
No Líbano, o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah lançou foguetes contra Israel na segunda-feira, em retaliação pela morte do 'ayatollah'.
Israel respondeu com ataques contra alvos do Hezbollah em todo o país, que causaram um grande número de deslocados, mais de meia centena de mortos e aproximadamente 150 feridos.
Na segunda-feira, o Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado e se limite a ações políticas.