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Madeira

CHEGA critica posição da igreja face à "perseguição de cristãos em várias regiões do mundo"

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O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, criticou o silêncio de sectores da Igreja Católica portuguesa perante "a perseguição de cristãos em várias regiões do mundo", acusando também algumas estruturas de "estarem mais preocupadas em fazer política e aparecer ao lado de grupos islâmicos do que em defender os fiéis que são alvo de violência".

Segundo o deputado, existem sinais claros de perseguição sistemática contra comunidades cristãs em vários países, realidade que, na sua opinião, tem sido ignorada ou minimizada por quem deveria assumir uma posição firme na sua denúncia. Francisco gomes diz que tal atitude é contrária ao que tem sido a postura do atual papa, que, a seu ver, tem sido “um defensor intransigente” da fé cristã.

Não se pode falar de valores, de fé e de direitos humanos e depois ficar em silêncio quando milhões de cristãos são perseguidos. Este silêncio é incompreensível, inaceitável e uma ofensa a todos os que esperam liderança de certos sectores da Igreja".  Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República

Francisco Gomes referiu dados recentes que apontam para mais de 388 milhões de cristãos em todo o mundo a sofrerem discriminação ou violência, com milhares de mortes registadas num único ano, numa média diária que considera “chocante”.

O deputado destacou ainda que "uma grande parte destes episódios ocorre em países marcados por conflitos armados, instabilidade política e presença de grupos extremistas islâmicos, com especial incidência em regiões de África e do Médio Oriente".

E acrescenta: "Estamos a falar de pessoas perseguidas pela sua fé, sujeitas a violência, intimidação e, em muitos casos, à morte. Isto não pode ser ignorado por quem tem responsabilidade moral, que deveria proteger fiéis em vez de viver para os jornais e cultivar proximidades ao islamismo". 

O parlamentar defende que "as instituições religiosas devem assumir um papel ativo na denúncia destas situações, reforçando a defesa dos princípios que dizem representar e não adotando posições de silêncio ou ambiguidade".

Francisco Gomes considera que a Igreja deve posicionar-se com clareza na defesa da liberdade religiosa e dos direitos fundamentais, rejeitando aquilo que classifica como um “ecumenismo de fachada” que não protege quem sofre.

E concluiu: "A Igreja tem de ter coragem para defender os seus princípios e aqueles que sofrem por causa deles. Não pode hesitar quando estão em causa vidas humanas e a liberdade de professar uma fé. Isso é não ter a coragem de ser Igreja".