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Madeira

Mulheres Socialistas querem acção política a priorizar a habitação

Foto DR/PSMadeira
Foto DR/PSMadeira

A presidente das Mulheres Socialistas da Madeira, Cátia Vieira Pestana, alerta para "a necessidade urgente de a habitação ser encarada como uma prioridade e colocada no centro da acção política", lê-se numa nota do Partido Socialista da Madeira, tendo por base a intervenção, hoje, no 25.º Congresso Nacional do PS, que decorre em Viseu.

A dirigente deu conta da "realidade que se vive na Região, criticando o facto de, quando tantas famílias enfrentam dificuldades no acesso à habitação, o Governo Regional da Madeira preferir investir milhões de euros em projetos que nada dizem à maioria da população", condenando "o 'fetiche' pelos campos de golfe, onde o Governo pretende aplicar mais de 35 milhões de euros – num investimento que devia ser privado –, incentivando também um modelo assente na construção de habitação de luxo".

De acordo com Cátia Vieira Pestana, "o resultado desta política está à vista, com a população a sofrer com a falta de habitação acessível". Por isso, preocupada com esta realidade, a dirigente alertou que "a igualdade também se constrói no acesso à habitação".

A socialista apontou o facto de "na Região existirem mais de 53 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, condição que atinge cerca de 17 mil famílias monoparentais, sendo que nove em cada dez são chefiadas por mulheres". Ou seja, "são milhares de mulheres que asseguram sozinhas o rendimento, o cuidado e a estabilidade do agregado familiar, e são estas mulheres que sentem com mais intensidade a situação que hoje vivemos", afirmou, acrescentando que isso depois se traduz em "escolhas difíceis, em adiamentos constantes, na ausência de margem para imprevistos e, em muitos casos, numa fragilização real da autonomia das mulheres".

Cátia Vieira Pestana adiantou que "falar de igualdade é também falar de autonomia", acrescentando que "a igualdade constrói-se com direitos, mas também com condições, com acesso à habitação e à saúde, com rendimento adequado e com serviços públicos que garantam uma rede de apoios", frisou.

A presidente das Mulheres Socialistas alertou, por isso, que "quando o acesso à habitação falha, não falha apenas uma política pública, mas também a autonomia, a capacidade de projetar o futuro e a própria igualdade". E acrescentou: "Não podemos aceitar que, em 2026, haja mulheres a trabalharem todos os dias sem conseguirem garantir o mínimo essencial, por estarem perante uma realidade feita de baixos rendimentos e de custos que não conseguem comportar. O Partido Socialista tem de ser um partido declinado no feminino, colocando a habitação no centro da ação política e garantindo, assim, uma igualdade real, efetiva e plena."