Alegado homicida da Matur transferido para a Casa de Saúde São João de Deus
Vídeo do fotojornalista Rui Silva, da ASPRESS, ilustra o momento da transferência
O alegado autor do homicídio ocorrido na Matur deu entrada na Casa de Saúde São João de Deus, onde ficará internado sob acompanhamento especializado.
A transferência foi realizada, esta tarde, sob fortes medidas de segurança.
Conforme avançado pelo DIÁRIO esta manhã, o homem suspeito de ter matado a própria mãe, na zona da Matur, em Água de Pena, encontrava-se no espaço de isolamento do Serviço de Urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça, sob vigilância das autoridades policiais. Depois de ter sido localizado, ontem, na residência onde ocorreu o crime, quatro dias após os factos, o indivíduo foi transportado para aquela unidade hospitalar, onde ficou sob observação médica, na sequência de ferimentos sofridos ao atirar-se de uma varanda durante a intervenção policial.
Depois do seu estado de saúde ter sido estabilizado e mediante uma avaliação adequada, o suspeito foi então agora encaminhado para a instituição de acompanhamento psiquiátrico continuado, num quadro que conjuga exigências clínicas e legais.
Alegado homicida em estado grave e no isolamento
As autoridades investigam a possibilidade do suspeito ter utilizado um halter de 15 quilos para desfigurar a mãe
O funeral da vítima realizou-se esta manhã, onde foi celebrada missa de corpo presente na Igreja Paroquial da Ribeira Seca, em Machico. Após as cerimónias religiosas, o cortejo fúnebre prosseguiu para o Cemitério Municipal de Machico.
A investigação da Polícia Judiciária prossegue, entretanto, centrada na reconstituição dos factos e na recolha de indícios. Entre os elementos já apurados está a possível utilização de um haltere, ao que tudo indica de 15 quilos, onde foram detectados vestígios de matéria orgânica, admitindo-se que possa ter sido uma das armas utilizadas no crime. As autoridades trabalham também a hipótese de o suspeito ter tentado eliminar provas após o alegado homicídio.
De acordo com o enquadramento legal em vigor, situações que envolvam comportamentos de risco para o próprio ou para terceiros podem conduzir a internamento compulsivo, decisão que depende de avaliação psiquiátrica e posterior validação judicial. Trata-se de um procedimento que implica restrições à liberdade individual e que, por isso, exige sustentação clínica e apreciação por um juiz.
Só depois de estabilizada a condição de saúde é que o suspeito deverá ser presente a primeiro interrogatório judicial, no prazo legal previsto, mantendo-se até lá sob custódia e acompanhamento médico.
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