Macron apela ao Irão para se envolver de boa-fé em negociações
O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje ao Irão para se envolver "de boa-fé" em negociações, para travar a escalada do conflito no Médio Oriente, após um encontro com o homólogo iraniano, Massoud Pezeshkian.
"Apelei ao Irão para se envolver de boa fé nas negociações, a fim de abrir um caminho para travar a escalada e proporcionar um quadro que corresponda às expetativas da comunidade internacional em relação ao programa nuclear e de armamento do Irão, bem como às suas atividades de desestabilização regional", escreveu na rede social X.
O Paquistão - aliado de longa data do Irão - prontificou-se hoje a acolher essas discussões, no momento em que o conflito entra na quarta semana, paralisando uma parte do transporte mundial de hidrocarbonetos.
Donald Trump, por seu lado, reafirmou hoje que estão em curso negociações com o Irão. Mas ninguém sabe quem representa a parte iraniana nessas negociações.
Ao mencionar as negociações pela primeira vez na segunda-feira, o Presidente norte-americano retardou "em cinco dias" o seu ultimato de lançar ataques sobre a rede elétrica do Irão, tranquilizando provisoriamente os mercados.
O Presidente francês, que se encontrou pela terceira vez com o homólogo iraniano desde o início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro, e da escalada regional, reafirmou a "absoluta necessidade de pôr fim aos ataques inaceitáveis (por Teerão) contra os países da região".
Insistiu também na necessidade de "preservar as infraestruturas elétricas e civis" e de restabelecer "a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", bloqueado pelos iranianos.
Por outro lado, durante uma conversa com o Presidente israelita, Isaac Herzog, Emmanuel Macron apelou a Israel para "evitar uma nova escalada do conflito no Líbano" e aproveitar a oportunidade de "discussões diretas" entre os dois países.
Israel anunciou hoje que irá tomar uma grande área no sul do Líbano, para garantir a sua segurança, enquanto prossegue os ataques contra o resto do território e o Hezbollah, pró-iraniano, bombardeia Israel.
"Transmiti ao Presidente Herzog a minha convição de que a retoma de conversações diretas entre Israel e o Líbano é uma oportunidade que deve ser aproveitada. França trabalha neste sentido", insistiu Emmanuel Macron no X.
Os dirigentes libaneses já concordaram com estas negociações diretas, mas os homólogos israelitas ainda não.