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Madeira

Cana-de-açúcar paga a 70 cêntimos “é da maior justiça para os agricultores”

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O JPP afirmou, hoje, que após conversações com os produtores de cana-de-açúcar, ocorridas na semana passada, chegou à conclusão de que a cana-de-açúcar deve ser paga a 70 cêntimos por kg este ano. De acordo com Élvio Sousa, "não é uma esmola, nem um favor, mas, sim, um valor justo para dignificar o produto e os seus produtores, e garantir o futuro da cana-de-açúcar na Região".

Num encontro com a comunicação social esta segunda-feira, o partido reafirmou que "continuará a dar voz a todos agricultores, bem como a apresentar um conjunto de propostas e de soluções visando a valorização da atividade e do agricultor" e que tem um como prioridade, a criação de um plano de futuro para a agricultura regional, "que envolverá vários parceiros, que motive a implementação de uma política agrícola geradora de mais competitividade económica, melhore o escoamento dos produtos agrícolas para o mercado interno e externo, e de igual modo aumente o rendimento dos agricultores".

Élvio Sousa sublinha que o Governo Regional da Madeira tem a obrigação de reunir, dialogar e negociar com todo o sector (com os engenhos e com os mais de 642 produtores), e fixar um valor justo que “compense o trabalho e esforço destes valorosos obreiros do mundo rural”.

O dirigente partidário recorda que o agravamento de preços nos adubos, pesticidas, água de rega e mão-de-obra justificam plenamente a subida de 60 para 70 cêntimos ao quilo no preço da cana-de-açúcar.

“É da maior justiça impedir que todos estes sobrecustos sejam suportados pelo agricultor, reduzindo-lhes o seu já precário rendimento”, sublinha Élvio Sousa, acrescentando, a título de exemplo, que o preço da aguardente de cana tem vindo ser valorizado, fixando-se actualmente entre os 23€ e 37€ por litro, ao invés do trabalho do agricultor.