Golfe na Ponta do Pargo pode gerar 110 M€
Albuquerque defende golfe como “âncora de desenvolvimento” no Norte
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, afirmou à margem da cerimónia militar que o projecto de golfe na Ponta do Pargo representa uma oportunidade estratégica de desenvolvimento para o Norte da Madeira. “O golfe funciona em todas as suas localizações como uma âncora de desenvolvimento, promovendo criação de riqueza e emprego”, disse.
O estudo de viabilidade económica e financeira, conduzido pela Quest21 II Consulting, prevê que o novo polo turístico no concelho da Calheta possa gerar 110 milhões de euros em receitas com construção de hotéis e imobiliário, além de 15 milhões por ano com a operação do campo de golfe, hotéis, restauração e comércio. O projecto deverá criar mais de 500 empregos directos e indirectos, com uma massa salarial bruta anual estimada em 9,6 milhões de euros.
Albuquerque salientou que a iniciativa visa fixar população e gerar emprego nas regiões do Norte, citando concelhos como Santana, que enfrentam quebra demográfica. “Não podemos aceitar a inércia que impede o progresso e prejudica as populações”, afirmou.
O governante explicou ainda que será feita concessão de infra-estrutura de alta qualidade, com planeamento estratégico e organizado, evitando áreas subutilizadas. O projecto segue os exemplos do campo de golfe do Porto Santo, que gera actualmente 26 milhões de euros anuais para a economia local.
Está previsto lançar concurso ainda este mês para vender a área imobiliária e condicionar o campo de golfe conforme as conclusões do estudo, garantindo o desenvolvimento equilibrado da região.