Milícia pró-iraniana no Iraque anuncia morte de chefe de segurança e porta-voz
O porta-voz e chefe de segurança do grupo armado iraquiano Kataib Hezbollah, ou apenas Brigadas Hezbollah, Abu Ali al-Askari, foi morto, anunciou hoje a milícia xiita aliada do Irão, sem detalhes sobre as circunstâncias.
Abu Ali al-Askari "morreu mártir", segundo um comunicado do grupo, assinado pelo seu líder, Abu Hussein al-Hamidawi, em plena guerra no Médio Oriente, desencadeada em 28 de fevereiro por uma ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que respondeu com ataques contra os países vizinhos da região, incluindo o Iraque.
Um responsável de segurança disse à agência France-Presse (AFP) que Abu Ali al-Askari foi o comandante morto no sábado num ataque aéreo no bairro residencial de Arassat, em Bagdad.
Tinha sido identificado na altura pelo nome de guerra Abu Ali al-Ameri e, como sinal do seu estatuto, fações armadas parceiras do Irão apresentaram as suas condolências em comunicados.
Abu Ali al-Askari assinou todas as declarações divulgadas pelas Brigadas Hezbollah, comentando em nome do grupo os desenvolvimentos no Médio Oriente e a política interna iraquiana.
Será substituído como chefe de segurança por Abu Mujahid al-Assaf, de acordo com o comunicado do grupo.
Designadas como grupo terrorista por Washington, as Brigadas Hezbollah são a ponta de lança da Resistência Islâmica no Iraque, uma rede xiita aliada do regime teocrático de Teerão.
Desde o início da atual guerra, reivindicou a autoria de dezenas de ataques com drones e 'rockets' contra bases que albergam tropas norte-americanas ou instalações petrolíferas neste país e no Médio Oriente.
As suas posições têm sido alvo de ataques atribuídos a Washington ou a Israel.