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Guerra no Irão Mundo

Israel reivindica destruição de quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária

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Foto AFP

As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram hoje que "atingiram e desmantelaram", em bombardeamentos aéreos na sexta-feira, o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, em Teerão.

O quartel-general estava localizado "dentro de um grande complexo militar do regime iraniano" nos arredores de Teerão, segundo um comunicado das FDI, acompanhado de uma infografia.

As FDI afirmam que as operações marítimas contra Israel e outros países do Médio Oriente eram controladas a partir daí.

"A Marinha da Guarda Revolucionária do Irão é diretamente responsável pela realização de ataques terroristas contra embarcações civis. É também responsável por armar e financiar organizações terroristas afiliadas ao regime através de remessas de armas por via marítima", referem as FDI.

Um porta-voz militar israelita afirmou que as FDI ainda têm "milhares de alvos" no Irão para atacar no que preveem ser uma longa guerra, com uma duração entre três e seis semanas.

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde a sua nomeação, indicou um antigo chefe da Guarda Revolucionária como conselheiro militar, noticiou hoje a imprensa nacional.

"O general Mohsen Rezaei foi nomeado conselheiro militar por ordem do comandante-chefe, 'ayatollah' Mojtaba Khamenei", segundo a agência de notícias Mehr. 

Mojtaba Khamenei foi escolhido para líder supremo após a morte do seu pai, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão, que desencadearam uma guerra que se alastrou à região.

Várias figuras ligadas ao regime de Teerão relataram que Mojtaba Khamenei ficou ferido no mesmo bombardeamento que matou o pai.

Na quinta-feira, fez o seu primeiro discurso à nação, que foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana, indicando que os funcionários nomeados por Ali Khamenei deveriam "continuar a exercer as suas funções".  

No seu primeiro discurso, Mojtaba Khamenei pediu também à Guarda Revolucionária que mantivesse o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, sob bloqueio militar, entre as medidas de retaliação contra a ofensiva israelo-americana, a que se juntam ataques aéreos contra Israel e os países vizinhos no Médio Oriente, visando bases dos Estados Unidos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Os Estados Unidos bombardearam na sexta-feira à noite a ilha iraniana de Kharg, o centro da indústria petrolífera do país.