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Madeira

Albuquerque não se compromete com apoios para fazer face ao aumento do preço do combustível

Presidente do Governo Regional volta a pedir “serenidade” e recusa dramatismos, garantindo que o seu Executivo está a monitorizar diariamente a situação

Miguel Albuquerque proferiu uma conferência para os formandos do Curso de Defesa Nacional. 
Miguel Albuquerque proferiu uma conferência para os formandos do Curso de Defesa Nacional. , Foto ML

Miguel Albuquerque não se compromete, pelo menos para já, com apoios para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis. À margem de uma conferência sobre Autonomia, que ia proferir  no âmbito do Curso de Defesa Nacional, o presidente do Governo Regional pediu “serenidade” e assegurou estar a monitorizar diariamente a situação de modo a poder agir caso se revele necessário.

Confrontado com a possibilidade de os barcos da pesca do atum madeirenses verem a sua acção limitada, no momento de arranque da safra anual, que agora começa, cenário que é notícia na edição desta segunda-feira do DIÁRIO, o líder do Executivo regional realçou os apoios já concedidos no cenário pré-aumentos. 

"Vamos ver o contexto. Nós, neste momento, estamos a mexer no ISP [Imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos], e vamos aguardar pelo evoluir da situação. Esta é uma situação que estamos a monitorizar todos os dias, e, portanto, temos que ter a capacidade de olhar para a realidade atentamente", apontou, aos jornalistas, à entrada para o Salão Nobre do Governo Regional. 

Dizendo-se preocupado com o contexto internacional, Miguel Albuquerque vincou não valer a pena "estarmos a dramatizar", salientando que, no passado, já tivemos situações em que o barril de petróleo estava a 100 dólares, como actualmente. 

Recusa, assim, fazer anúncios de subsídios sem ter "um controlo sobre a situação", destacando, por outro lado, a decisão tomada pelo Governo Regional em manter a reserva de cereais.

Sobre a subsidiodependência da cultura da banana da Madeira apontada pelo Tribunal de Contras europeu, outra das notícias em destaque na edição de hoje do DIÁRIO, o presidente do Executivo madeirense fala em "verdade de La Palice", dizendo não haver nisso qualquer "descoberta".

Sobre isso, esclarece que os apoios atribuídos visam fazer face aos custos de produção. "Se nós não tivermos o apoio, se não for subsidiado, como é que você vamos concorrer com uma banana das multinacionais, como a Chiquita?", questiona Albuquerque, defendendo a importância do POSEI e todo um "conjunto de apoios de defesa das produções regionais face a uma produção em escala, sem as regras a que os produtores europeus estão obrigados". 

Nesse âmbito, destaca a pressão que tem sido feita pela França e por Espanha para a continuidade desses apoios, "que têm feito uma pressão imensa para podermos ter a cota disponível e inserirmos a nossa banana no mercado europeu. Se não fosse assim, não havia qualquer hipótese".