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Madeira

JPP acusa maioria de "perseguição política" à Câmara de Santa Cruz e aos santacruzenses

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Foto DR/JPP

Élvio Sousa acusou, esta manhã, a maioria PSD/CDS na Assembleia Legislativa da Madeira de "perseguição política ao povo de Santa Cruz e à Câmara Municipal eleita democraticamente por maioria da vontade popular expressa a 12 de Outubro". 

Na origem desta acusação do secretário-geral do Juntos Pelo Povo (JPP) está a recusa dos deputados da maioria em ouvirem, na Comissão de Ambiente, Clima e Recursos Naturais os presidentes das Câmaras Municipais da Calheta, Funchal e Câmara de Lobos, sobre as estações de tratamento de águas residuais desses concelhos, tendo apenas aprovado a audição a Élia Ascensão, presidente da Câmara deSanta Cruz, eleita pelo JPP. 

A recusa dos deputados do PSD e do CDS para ouvir na Comissão de Ambiente, Clima e Recursos Naturais os presidentes das câmaras da Calheta, Funchal e Câmara de Lobos sobre a situação da ETAR da Calheta e a qualidade das águas balneares do Gorgulho, Docas do Cavacas, zona marítima do Clube Naval e Praia do Vigário, e de só terem aprovado a audição parlamentar à presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz (sobre a ETAR do Caniço), vem demonstrar apenas isto: o PSD e o CDS estão a usar o parlamento para perseguir Santa Cruz e sua população. Élvio Sousa, secretário-geral do Juntos Pelo Povo

Em nota de imprensa, o também líder parlamentar do maior partido da oposição na Madeira fala em "velha máxima do PSD, agora com uma nova maioria de um deputado, e com a cumplicidade do aliado CDS" e diz que o partido que suporta o Governo Regional "não está a querer tratar, com seriedade e elevação, as questões ambientais. Está a usar o parlamento como um campo de batalha!". 

E acrescenta que Miguel Albuquerque também havia “instrumentalizado a Inspecção Regional de Finanças, que parece uma polícia política do PSD, a par agora da ARAE, para efectuar uma auditoria em Santa Cruz em 2022. Vingativos que eles são. Abuso de poder. Mas recordo, o julgamento veio, um ano depois, com a detenção de vários membros da família PSD, e que deixou Albuquerque em terra porque tinha e tem a imunidade", refere.