IL quer debate de urgência na quinta-feira sobre efeitos da guerra e da "sobrecarga fiscal"
O grupo parlamentar da IL pediu hoje a marcação de um debate de urgência no parlamento para a próxima quinta-feira, dia 19, sobre os efeitos da guerra no Irão e da "sobrecarga fiscal no dia-a-dia dos portugueses".
O pedido foi formalizado hoje através de um requerimento potestativo assinado pelo líder parlamentar da IL, Mário Amorim Lopes, enviado ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Numa declaração enviada pela assessoria de imprensa do partido, Mário Amorim Lopes refere que a guerra no Irão "vai ter um impacto na vida dos portugueses" que se reflete já na subida "muito considerável" do preço dos combustíveis e defende que o Estado tem um papel no controlo deste impacto.
"Estes efeitos nós, enquanto país, não conseguimos controlar, mas devemos controlar aquilo que são os efeitos da sobrecarga fiscal que o próprio Estado pratica sobre os portugueses. É que, para além do peso da guerra, os portugueses levam também com o peso da sobrecarga fiscal, com o peso do Estado", considerou o presidente da bancada liberal.
O deputado argumentou que o país tem atualmente "uma enorme fiscalidade a incidir sobre os combustíveis" e que, apesar da descida "muito ligeira" no ISP, "o Estado ainda não perdeu um único cêntimo".
Para Mário Amorim Lopes, o "Estado não fez qualquer esforço" quando lhe cabia "fazer também a sua quota-parte" para responder aos efeitos da guerra.
"É por isso que a Iniciativa Liberal convoca este debate de urgência para podermos falar e discutir medidas para aliviar o impacto que a guerra no Irão está a ter e, infelizmente, vai continuar a ter no dia-a-dia dos portugueses", remata o deputado.
No passado dia 06 de março, o Chega anunciou que iria requerer um debate de urgência "sobre o aumento do custo de vida e as medidas do Governo relativas à energia, combustíveis, alimentação e fiscalidade indireta", porém o presidente da Assembleia da República recusou admitir o pedido por este partido ter esgotado os seus agendamentos potestativos.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques contra o Irão no dia 28 de fevereiro.